Último Majestoso de Ceni será primeiro de Auro em toda a vida

Fonte Gazeta Esportiva
Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Caso se livre da tendinite no joelho esquerdo até domingo, Rogério Ceni disputará o clássico contra o Corinthians pela 64ª e última vez. Para Auro, de 18 anos de idade (seis a menos do que o goleiro tem apenas de São Paulo), será a primeira na carreira. Promovido ao profissional nesta temporada e titular há quatro jogos, ele não enfrentou o rival nem mesmo na base.
"Não tive oportunidade. Jogamos Campeonato Paulista e não nos enfrentamos. Jogamos outros torneios e não nos enfrentamos. Só enfrentei o Santos, quatro vezes. Corinthians e Palmeiras, nenhuma", contou à Gazeta Esportiva o lateral direito, que passou quatro anos no CT das divisões de base, em Cotia.
Mas enfrentar o maior do rival do clube pela primeira vez, apesar de aumentar o frio na barriga em comparação com as partidas anteriores, não o assusta. "É mais um jogo importante em que precisamos da vitória. Por ser clássico, vai ser mais difícil ainda, mas estou tranquilo. Fico ansioso, o que é normal, mas não porque é contra o Corinthians", minimiza, antes de justificar: "Vai ser legal para mim, para minha carreira".
Para Ceni, vencer o principal rival do São Paulo em seu ano de despedida deve ser igualmente legal. A diferença é que ele o enfrenta dois anos antes de Auro nascer. Desde a derrota nos pênaltis pela amistosa Taça da Solidariedade, em 11 de junho de 1994, o goleiro-artilheiro disputou o Majestoso ainda outras 62 vezes. Ao todo, foram 20 vitórias, 20 empates e 23 derrotas. Ele sofreu 91 gols e marcou três - o último deles, o centésimo da carreira, em 2011, em Barueri.
Para ter condições de atuar no domingo, pela primeira vez no novo estádio corintiano, em Itaquera, Ceni tem feito tratamento intensivo. Na quinta-feira, ele fez novamente fisioterapia, na esperança de diminuir as dores no joelho esquerdo. É provável que ele seja preservado dos trabalhos em campo até sábado, véspera da partida, quando então faria novo teste com bola para saber se consegue ou não voltar a vestir a braçadeira de capitão. Se não for possível, ao menos deverá orientar os colegas.
"Ele cobra de todos os jogadores. É nosso capitão, um ídolo. A gente tenta fazer o que ele pede, o que ele manda, porque o Rogério é muito experiente, viveu bastante coisa aqui no clube e sabe como funciona. Tento ouvi-lo da melhor maneira e executar o que ele me passa", diz Auro, às vésperas de apenas mais um jogo importante (ou o quinto de sua carreira profissional).
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