Uma explosão. O quarteto formado por Paulo Henrique Ganso, Kaká, Alan Kardec e Alexandre Pato só venceu até aqui. Colocou, assim, o São Paulo a quatro pontos do líder Cruzeiro e definitivamente na briga pelo título brasileiro depois de muito tempo. Um problema. Os quatro devem desfalcar o time paulista no momento de maior ascensão da equipe na competição nacional. Suspensão, contrato, Seleção... Os motivos das baixas são diversos, mas a preocupação é uma só: o São Paulo sobreviverá sem os seus astros nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro?
Nas próximas sete partidas, o time comandado por Muricy Ramalho possui grandes chances de jogar sem o quarteto em quatro delas. A começar por esta quarta-feira. Diante do Coritiba, no Couto Pereira, a equipe tricolor terá de consolidar a sua arrancada para cima do Cruzeiro sem Kaká. O meia recebeu o terceiro cartão amarelo no duelo diante do time mineiro, neste domingo, e, assim, sequer viajará ao Paraná para acompanhar a partida com início marcado para as 22h (de Brasília).
Próximos desafios do São Paulo no Campeonato Brasileiro:

Depois, em outro duelo fora de casa e complicado para o São Paulo, Alexandre Pato deve ser baixa. O atacante pertence ao Corinthians e, por força de contrato, não pode enfrentar a sua ex-equipe no clássico do próximo domingo, às 16h, na Arena em Itaquera. Ou melhor, não pode por motivos legais. Se ele entrar em campo, o time tricolor terá de pagar R$ 1 milhão ao clube alvinegro, algo pouco provável considerando o atual momento financeiro do time de Morumbi.
Já as outras duas partidas nas quais o quarteto deverá ser desfeito (Atlético-PR, no Morumbi; e Atlético-MG, em Belo Horizonte) têm outro “algoz”: a Seleção Brasileira. Dunga convocará a equipe nacional para os amistosos contra Argentina e Japão nesta quarta-feira e, assim, certamente desfalcará clubes brasileiros na primeira quinzena de outubro, quando os duelos serão disputados.
É extremamente improvável que o comandante canarinho ignore o excelente momento são-paulino e não chame nenhum dos quatro astros para vestir a amarelinha. Kardec pode ser o centroavante que faltou na primeira convocação de Dunga, e Ganso, o camisa 10 clássico que está longe de ser Oscar ou Willian – neste aspecto, o Cruzeiro também deve ser “esfacelado” contra Corinthians (casa) e Flamengo (fora).
Assim, nos próximos sete jogos, Paulo Henrique Ganso, Kaká, Alan Kardec e Alexandre Pato só deverão jogar juntos contra Flamengo (casa), Fluminense (casa) e Grêmio (fora). Algo que pode prejudicar (e muito) a ascensão do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Os números comprovam esta tese.
São Paulo no Campeonato Brasileiro desde a estreia do quarteto como titular:

Quando os quatro foram titulares, a equipe paulista simplesmente disputou sete jogos e triunfou em todos (Vitória, Palmeiras, Inter, Santos, Sport, Botafogo e Cruzeiro foram as “vítimas”). Já quando pelo menos um deles não atuou, o time tropeçou: empatou com o Figueirense em Santa Catarina (Ganso e Pato foram baixas), no único duelo sem vitórias da equipe no Campeonato Brasileiro desde 10 de agosto.
A solução para as baixas pode ser Luis Fabiano. O atacante, que não atua desde 20 de junho, quando sofreu estiramento na coxa direita em amistoso contra o Orlando City, durante a intertemporada do São Paulo nos Estados Unidos, está em fase final de tratamento e inclusive já treinou com bola na última semana. Apesar de Muricy Ramalho não confirmar, a expectativa é de que ele esteja liberado para enfrentar o Corinthians, no próximo fim de semana, quando Alexandre Pato não poderá jogar. Mesmo assim, o recado do técnico ao então principal jogador do time no primeiro semestre é claro.
“O Luis vai ser importante para nós, mas precisa de paciência, porque não quero que tenha uma recaída. Nesta segunda, vou fazer outro treino para ele contra a molecada. Estamos fazendo toda semana um jogo para ele. E ele sabe que vai ter que brigar muito, porque está vendo como nosso time está se portando", comentou Muricy, externando satisfação pelo desempenho do quarteto que é ótimo no papel e que, pelo menos até aqui, tem sem mostrado melhor ainda na prática.