Kaká, protagonista da nova fase tricolor
Muricy Ramalho ganhou neste domingo, com a vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, um belo presente pelo aniversário de um ano de sua mais recente passagem pelo São Paulo. Com cinco dias de atraso, já que em 9 de setembro de 2013 o treinador era contratado para salvar o clube do que seria, segundo ele mesmo, a sua "maior vergonha."
"Ano passado era horrível, falava bom dia pros jogadores de manhã e eles não respondiam, tava no caminho certinho pra segunda divisão", lembra.
Muricy chegou mais ou menos na mesma fase em que se encontra agora o Campeonato Brasileiro, na 20ª rodada da competição, vencendo a Ponte Preta com um suado 1 a 0, no Morumbi. Resultado que não foi suficiente para tirar o time da zona de rebaixamento naquele instante. Demorou mais um pouco, mas a equipe se recuperou e evitou a inédita queda para a Série B.
Passado o sufoco, nem mesmo o líder da recuperação são-paulina parece acreditar na calmaria que vive hoje o clube, candidato ao título brasileiro, a quatro pontos do líder Cruzeiro e desempenhando um futebol de encher os olhos.
"Você lembrar a essa altura do campeonato como tava ano passado e o que esse time é hoje, é uma mudança que não é de jogador de qualidade, que a gente tinha muito, é de cara que vem aqui, se compromete com o clube. É legal chegar de manhã e ver o pessoal tomando café junto, antes era todo mundo separado e com aquela porcaria no ouvido o tempo todo - diz Muricy, simulando estar com um fone no ouvido. Agora estão conversando, trocando ideia. Isso é o São Paulo, que tem horário, disciplina, coisa que não tinha atrás."
No caminho de sua transformação, o Tricolor renasceu e alguns jogadores renasceram com ele. Caso do zagueiro Edson Silva e do volante Denilson, que chegaram a ser dados como carta fora do baralho e que, surpreendentemente, nesse domingo, foram dois dos destaques do time no triunfo contra o Cruzeiro.
"Jogador tá mal, não serve mais pra nada, vai emprestar, é assim no futebol. Mas não sou assim, não desisto do jogador. O cara treina duro todo dia, não aparece, porque não joga, mas a gente não desiste. Toda hora tem exemplo, é com Denilson, Edson. Não é simpatia, favor nenhum. Denilson voltou a jogar porque quis, brigou pra voltar a jogar, voltou a treinar forte. A gente se perguntava, ‘como um cara desses que jogava tantas partidas boas no Arsenal não joga aqui?' É que o treinador aqui não tem mania, não ouve os malas do lado, não desisto."
Uns se recuperaram, outros chegaram para reforçar o grupo e hoje, Muricy pode se orgulhar de ter formado um verdadeiro time.
"Agora esta dando um pouco de liga, fomos mal no começo do Brasileiro, oscilou muito, a gente não tinha um time. Foi chegando Kaká, Kardec. É legal ver o São Paulo jogar assim, porque é um gigante."
De quase rebaixado a postulante ao título: o renascimento tricolor
Fonte ESPN
15 de Setembro de 2014
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