O treinador Muricy Ramalho não esconde a preocupação com a bola aérea do Cruzeiro neste domingo (Fernando Dantas/Gazeta Press)
Na conquista do tricampeonato brasileiro pelo São Paulo, em 2006, 2007 e 2008, Muricy Ramalho ficou caracterizado como o treinador capaz de montar uma defesa consistente e aproveitar a força da bola parada. Em seu retorno ao Morumbi, no entanto, comanda um time diferente: o atual Tricolor se destaca por trabalhar a bola no chão e envolver o adversário, mas sofre justamente com as jogadas aéreas.
Na última quarta-feira, por exemplo, a equipe se comportou bem no ataque, aproveitou sua superioridade técnica e dominou o Botafogo, vencendo por 4 a 2. Os gols tomados, porém, irritaram Muricy Ramalho. Em duas bolas alçadas na área, a zaga do São Paulo não se posicionou bem e viu o Botafogo balançar as redes.
“Essas jogadas são treinadas demais. O único jeito para eles fazerem gol em nós era a bola parada, porque o nosso time era superior, ainda mais que estava muito desfalcado, nós sabíamos disso. A única chance que eles tinham era a bola alta mesmo, uma jogada marcada. Às vezes é mérito do adversário, de jogadores que cruzam muito bem a bola”, analisou o treinador, projetando o jogo de domingo.
“É obrigação de todo jogo analisar quem é o adversário em todos os sentidos, então daremos informações normais como em todos os jogos. É claro que esses times que têm esse ponto forte, como o Botafogo tinha, temos que falar um pouco mais”, destacou Muricy Ramalho, ciente das dificuldades que terá neste domingo.
Se o Botafogo oferecia perigo, o Cruzeiro é ainda mais forte neste tipo de jogada. O líder do Campeonato Brasileiro sabe trabalhar a bola no campo de ataque e explora a qualidade dos meias Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Ainda assim, também mostra força nas bolas aéreas e marcou importantes gols deste tipo.
Artilheiro do Campeonato Brasileiro, empatado com o seu companheiro Ricardo Goulart, Marcelo Moreno vem mostrando ótima presença de área, sendo um dos pilares para o Cruzeiro ganhar força na bola alta. Além do centroavante, o volante Nilton e os zagueiros Dedé e Léo sempre incomodam no campo de ataque.
Antes ‘arma’, bola parada agora é preocupação para Muricy
Fonte Gazeta Esportiva
14 de Setembro de 2014
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