Rogério Ceni foi chamado de "bicha" por torcedores do Corinthians no Paulistão
O Corinthians publicou nesta sexta-feira um manifesto contra a homofobia pedindo para que seus torcedores não gritem ofensas preconceituosas contra jogadores de times adversários. O clube tem receio de ser punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), como aconteceu com o Grêmio por conta do racismo da torcida contra Aranha, do Santos, na Copa do Brasil. Vale lembrar, no entanto, que a equipe do Parque São Jorge já foi absolvida pelo TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo) por xingamentos homofóbicos contra Rogério Ceni.
O caso aconteceu durante o Campeonato Paulista deste ano. No clássico com o São Paulo realizado no dia 9 de março, no Pacaembu, torcedores do Corinthians chamavam o Ceni de “bicha” sempre que o goleiro cobrava um tiro de meta. O clube alvinegro foi, então, denunciado pela Coordenação de Políticas LGBT da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.
Porém, Marcelo de Lima e Silva, presidente do TJD-SP decidiu que os gritos proferidos contra o camisa 1 são-paulino não eram homofóbicos, e sim faziam parte de um “deboche público” e uma “euforia coletiva motivada pela tensão do jogo”.
“O que ocorreu com Rogério Ceni no mencionado jogo foi homofobia? Claro que não. Faltou ali o ‘animus’ da vontade positiva e dolosa de criticar a opção sexual do atleta, existindo uma distância muito grande entre o que aconteceu com ele e uma atitude realmente homofóbica. Não houve ofensa à sua sexualidade ou orientação sexual”, publicou o Lima e Silva em sua decisão.
“Foi mais um deboche público, uma zombaria, uma piada em coro, uma grande piada politicamente incorreta motivada pelo que a psicologia social e de massa chama de ‘efeito manada’, em que os torcedores – dentro de seu grupo e levados pela emoção do momento – esquecem qualquer tipo de ética, valor moral e bons costumes”, prosseguiu o jurista.
“Apesar do pensamento coletivo machista, proferido em uníssono no estádio por esses torcedores hipnotizados pela união do grupo, não havia na conduta uma decisão consciente, mas uma simples euforia coletiva motivada pela tensão do jogo e o calor das arquibancadas, que são as molas propulsoras desse irracional comportamento verbal em que os indivíduos passivos apenas seguem a maioria”, finalizou o presidente do TJD-SP.
Este argumento foi o mesmo utilizado por Patrícia Moreira, torcedora do Grêmio que foi flagrada por câmeras da ESPN Brasil chamando o goleiro Aranha de “macaco” durante partida entre as equipes pela Copa do Brasil. Em diversas entrevistas, a moça alegou não ser racista e que suas ofensas se deram pelo calor do momento. Pelas ofensas, o Grêmio foi excluído do torneio.
No caso do Corinthians, vem ganhando força na torcida do time nos jogos em casa o grito preconceituoso contra os goleiros adversários no momento da cobrança do tiro de meta. Vale lembrar também que o clube enfrentará o São Paulo em sua Arena no próximo dia 21, pelo Brasileirão. Uma eventual punição acarretaria perda de pontos na competição.
Corinthians já foi absolvido por gritos homofóbicos de torcida contra Ceni
Durante o Paulistão deste ano, TJD-SP avaliou que gritos de 'bicha' contra goleiro do São Paulo foram apenas 'deboche público' e 'euforia coletiva motivada pela tensão do jogo'
Fonte IG
12 de Setembro de 2014
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