Juvenal e Aidar agora em lados opostos (Foto: Eduardo Viana/Lancepress)
Carlos Miguel Aidar detonou a gestão de Juvenal Juvêncio, antecessor e antigo aliado, cinco meses após assumir a presidência. Aidar atacou Juvenal em entrevista à Folha de S. Paulo publicada na última quarta-feira, abrindo uma guerra política que deve mudar os rumos do clube nos próximos dias.
De acordo com pessoas próximas aos dois lados, inclusive membros da atual diretoria, a estratégia de Aidar é clara: insatisfeito com o estado em que encontrou o clube e com o ex-presidente, ele fará de tudo para minar Juvenal e seus pares. Na entrevista, Aidar, entre outras coisas, diz que herdou dívida bancária de R$ 109 milhões e que o “São Paulo parou no tempo”.
Além de Juvenal, que ocupa a direção do departamento de futebol amador, estão no alvo o ex-diretor de futebol Adalberto Baptista e José Francisco Manssur, assessor da presidência anterior. Os dois já não ocupam nenhum cargo no clube e nem gozam de prestígio entre os conselheiros, mas até hoje prestam apoio irrestrito a Juvêncio.
A “limpa” iminente já fez a primeira vítima ontem. Incomodado com as críticas feitas ao avô, João Paulo Juvêncio abriu mão do cargo de diretor-adjunto de finanças. Ele é filho do conselheiro Marco Aurélio Cunha, que rompeu relações com o ex-presidente e ex-sogro.
O próximo da lista, só se for por opção de Aidar, deve ser o próprio Juvenal. Segundo pessoas próximas, a situação do ex-mandatário ficou insustentável, mas em carta o ex-presidente afirmou que ficará em seu cargo.
A insatisfação de Aidar, segundo dirigentes, passa também pelos boatos que fizeram Mariana Aidar, uma de suas filhas, pedir afastamento da diretoria. Ex-agente Fifa, ela foi acusada de tirar proveito em negociação de jogadores.
Juvenal, por outro lado, já estava irritado com críticas feitas pelo antigo aliado e se enfureceu ainda mais. Com melhora de saúde, em meio a tratamento de um câncer na próstata, o dirigente tem frequentado o CT de Cotia e foi ao Morumbi no último jogo, quando confessou a aliados seu descontentamento com Aidar. Agora, sofreu o golpe, que deve se agravar. Quem teve ou mantém relação com Juvenal viverá dias de apreensão no Morumbi.
OS ALVOS POTENCIAIS
Milton Cruz
Era o homem de confiança de Juvenal no CT da BARRA Funda. Parceiro de Muricy e de líderes do elenco, tem restrições na diretoria.
Adalberto Baptista
Ex-diretor de futebol, já está minado no clube, mas é aliado de Juvenal e tem grande poder financeiro.
José Francisco Manssur
Principal assessor de Juvenal, se mantém como conselheiro. Não agrada a Aidar, que já fez críticas internas e o considera prejudicial ao clube.
José Carlos
Gerente lidera a ala dos “capatazes” de Juvenal, como ficou conhecido grupo de aliados do ex-presidente. Hoje, tem trabalho elogiado pela eficiência.
Gustavo Oliveira
É cria do mandato de Juvenal, com apoio de Adalberto e Manssur, mas ganhou a confiança de Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, vice de futebol.
José Geraldo de Oliveira
Gerente da base também integra os chamados “capatazes” de Juvenal.
Osvaldo Vieira
Diretor financeiro mantido da gestão antiga para a atual, contra quem respinga as principais críticas pelo endividamento do clube. Osvaldo crê que, apesar de complicado, o problema é solúvel, mas preferiu não comentar a entrevista de Aidar.
Aidar tenta minar Juvenal e aliados do ex-presidente podem cair
Guerra política iniciada por entrevista de Carlos Miguel Aidar à Folha de S. Paulo deve mudar os rumos do clube do Morumbi e fazer mais vítimas nos próximos dias
Fonte LanceNet!
11 de Setembro de 2014
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