Publicamente, Muricy Ramalho rechaça, mas é fato: o São Paulo do quarteto Kaká, Ganso, Pato e Alan Kardec faz tudo melhor no Campeonato Brasileiro se comparado ao próprio time, mas sem pelo menos um deles em campo desde o começo. Os números provam a 'quartetodependência', no ataque e... na defesa!
Com eles, a equipe ganhou 15 dos 15 pontos que disputou (100% em cinco jogos), faz mais e leva menos gols, precisa de menos finalizações para mandar a bola para as redes, desarma muito mais e ainda é um pouco mais abusada (dribla em maior quantidade).
Contra Vitória (3 x 1), primeira vez dos quatro juntos desde o apito inicial, Palmeiras (1 x 2), Internacional (0 x 1), Santos (2 x 1) e Sport (2 x 0), o São Paulo anotou dez gols e tomou apenas três, logo, uma média de dois feitos por partida contra apenas 0,6 levado. Também desarmou, sempre em média, 34,8 vezes e conseguiu 14,8 dribles.
Na soma geral dos outros 14 jogos do time no Brasileiro sem pelo menos um dos quatro atuando desde o começo (na derrota por 2 a 1 para o Goiás, Pato só entrou no segundo tempo no lugar de Ademilson), foram apenas 21 pontos ganhos dos 42 disputados. Um aproveitamento de 50%, o que daria ao time, atualmente vice, a sete pontos do líder Cruzeiro, no máximo, o oitavo lugar na tabela.
"A gente fala do quarteto, mas tem que falar do sexteto. Atrás deles, temos o Souza e o Denilson. O que o Denilson está jogando é brincadeira. E tem os caras lá atrás que acertaram a defesa, estão marcando mais adiantado, com mais pressão", rebateu Muricy ao ouvir uma pergunta sobre 'quarteto mágico' após o duelo contra o Sport.
A dupla de volantes esteve em campo nas cinco vitórias citadas, mas também estava no 1 a 1 com o Figueirense, por exemplo, quando Pato e Ganso, suspensos, não atuaram.

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net
Ainda sem um dos quatro em campo, o São Paulo desarmou, em média, 24,5 vezes, ou seja, são mais de dez a menos por jogo; fez 1,5 e levou 1,21 gol por partida, logo, menos goleador e mais vazado.
Nas finalizações, o time dos 14 jogos sem o quarteto arrisca mais a gol - são 11,92 arremates -, mas é menos efetivo, uma vez que com os quatro em campo precisa de 4,5 chances para balançar as redes enquanto que sem ao menos um deles este número sobe para 7,94.
