O Flamengo aparece no topo da lista das equipes que mais levaram gols nos primeiros minutos. Dos 21 gols sofridos pelos rubro-negros na competição até o momento, 11 deles foram neste período - três a mais do que Goiás e Coritiba, que dividem a segunda posição com oito cada. E a desvantagem inicial influencia diretamente na divisão de gols marcados pelos cariocas. Forçado a buscar o resultado, o time faz 71% do seus gols da metade final do primeiro tempo para o fim do jogo. O atacante Eduardo da Silva é um dos principais responsáveis por esta reação, com gols decisivos diante de Sport, Atlético-MG e Criciúma.

MINEIROS SE DESTACAM NO FIM
Marcar na parte final dos duelos, no entanto, é mesmo uma especialidade dos times de Minas Gerais. O Atlético-MG lidera a estatística com 11 gols marcados nos últimos 20 minutos. O número corresponde a 47% do total de bolas nas redes da equipe no campeonato. A vitória do Galo sobre o Internacional por 1 a 0, no sábado passado, é um exemplo desta força no fim das partidas. O atacante Diego Tardelli fez o gol salvador aos 36 minutos do segundo tempo.
O rival Cruzeiro também apresenta números expressivos após o intervalo. Ao todo, os comandados do técnico Marcelo Oliveira vazaram os adversários em 21 oportunidades na segunda metade dos compromissos. Desses, dez foram já na parte final dos confrontos. O número é muito superior à quantidade de gols sofridos pela equipe no mesmo período, apenas oito após 17 rodadas.

SÃO PAULO: TIME DOS EXTREMOS
Apesar do equilíbrio na distribuição de gols, o São Paulo demonstra uma característica curiosa nesta competição. O Tricolor Paulista marcou 28 gols até o momento, sendo 14 em cada tempo. No entanto, a equipe de Muricy Ramalho se destaca nas extremidades de cada etapa. Aparece em primeiro entre os times que mais fazem gols nos minutos iniciais, com nove, e em segundo - junto com o Cruzeiro - nos que mais marcam no fim, com 10.
O clássico contra o Santos, no último domingo, exemplifica bem isso.
O time inaugurou o placar aos 23 minutos do primeiro tempo, com Paulo Henrique Ganso, e decretou a vitória somente aos 42 minutos da etapa final, com Alexandre Pato. Porém, o gol de pênalti de Gabriel pouco antes, aos 40, evidencia um problema na defesa são-paulina. 73% dos gols que a equipe levou no Brasileirão foram no segundo tempo.

CRICIÚMA TEM QUEDA NO 2º TEMPO
Na zona de rebaixamento, o Criciúma tem que se preocupar em evitar os gols no fim dos jogos para sobreviver na elite. O Tigre aparece em primeiro entre os times que mais levam gols nos 20 minutos derradeiros. Assim foram 11 dos 18 que a equipe sofreu no segundo tempo. O desequilíbrio é evidente, já que na primeira etapa levaram apenas cinco.
Um jogo que exemplifica bem a fragilidade dos catarinenses na etapa final é a derrota por 6 a 0 para o Botafogo, na quarta rodada. No intervalo, o Criciúma perdia por apenas um gol, mas após voltar do vestiário a equipe sofreu um apagão e levou cinco gols em 27 minutos, amargando a pior goleada do campeonato até o momento.
