O São Paulo vive uma situação parecida com a do passado não muito distante do seu arquirrival Palmeiras. Hoje, o Tricolor tem a terceira maior folha salarial do país e aposta todas as suas fichas no Brasileirão.
Com o início da era Carlos Miguel Aidar no Tricolor, o clube voltou a investir pesado no mercado. Logo de cara, o mandatário não poupou esforços e tirou Alan Kardec do Palestra por quase R$ 18 milhões.
Na sequência, manteve o seu caro elenco e não sossegou. Conseguiu repatriar ninguém menos do que Kaká, eleito o melhor jogador do mundo em 2007, e ainda acertou os retornos de Rafael Toloi, que estava na Roma, de Michel Bastos, que defendeu a seleção brasileira no Mundial de 2010.
“O time está equacionado financeiramente para prosseguir”, garante Aidar.
No entanto, a impressão de que clube nada em dinheiro está bem distante da realidade. Até mesmo o direito de imagem de um jogador já foi atrasado neste ano – algo que jamais era admitido pelo Tricolor.
Para piorar, no início deste mês, o São Paulo passou a jogar com a camisa sem patrocínio máster, depois de não renovar com a Semp Toshiba.
Nos bastidores, a diretoria trabalha dia e noite, mas sabe que terá dificuldade para encontrar um novo investidor. A ideia é fechar com mais de uma empresa que reveze o espaço no uniforme para amenizar os gastos com a equipe.
“É uma alternativa para ter um valor menor individual, mas que fixe a marca de forma permanente”, explicou Aidar.

Coincidentemente, em 2009, quando o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo começava o seu mandato , o time era comandado por Muricy Ramalho e a impressão era de que dinheiro não seria problema. No fim do ano, após liderar o nacional, o Verdão terminou no quinto lugar – posto do São Paulo nesta rodada.
O Tricolor, porém, ainda está confiante de que o desfecho dessa história possa ser bem diferente. “A ideia é continuar solidificando esse patrimônio de atletas e o patrimônio material”, acredita Aidar.