O São Paulo não pode jogar no 4-3-3. Precisa parar com essa teimosia. Sem consistência na defesa deveríamos ter dois volantes, dois meias e dois atacantes. Comprovado: após a saída de Ademílson — o pior do jogo — o Tricolor melhorou quando Pabón entrou como meia. O tal “Ademessi” é jogador para segundo tempo, não pode ser titular desse time!
O destaque positivo, mais uma vez, foi para Luís Fabiano, que segue rumo aos 200 gols após marcar mais um gol — o oitavo sobre o time governamental. Fabuloso está em plena forma física. E Ganso — o melhor do jogo — comandou o São Paulo em campo. O maestro atuou como o camisa dez que conhecemos e admiramos.
Entretanto, alguns problemas persistem. Temos um meio campo lento, que não marca como deve e não liga o ataque com a velocidade necessária. Embora, no lance do gol, o passe para Ganso tenha sido de Maicon, o jogador não ajuda na marcação como esperamos. Apesar dos senões, a perspectiva de melhora do time é boa. Agora temos AK-14.
Seja bem vindo ao Tricampeão Mundial Alan Kardec. Aqui, você nunca jogará segundona, como lá no vizinho de muro. Fez a escolha certa! Aqui, você disputará títulos e será valorizado. A torcida estará de braços abertos para recebê-lo e respeitá-lo. Seja bem vindo!
E vem a pergunta: onde jogará Alan Kardec? A resposta é: sinto muito Osvaldo, mas você será opção de luxo para o segundo tempo. Muricy já esboçou um quarteto ofensivo com Ganso, Kardec, Pato e Luís Fabiano. Será um alívio não ver mais esse time jogar com atacantes abertos nas laterais — teremos mais segurança para não desperdiçar tantas bolas no ataque.
Com a formação de frente, que se desenha, o São Paulo terá um setor ofensivo mais compacto e a equipe não ficará tão alongada ou aberta em campo. Ganso também não ficará isolado como único meia e Luís Fabiano também não, porque Alan Kardec irá compor entre o meio e o ataque. A velocidade ofensiva ficará por conta de Pato e as subidas do Douglas.
Quanto à partida de hoje, teremos muitos desfalques. Portanto, Muricy deveria propiciar mais consistência ao meio de campo. Escalação para vencer o “animado” Flamengo de Ney Franco no maior clássico do Brasileirão, em nº de títulos brasileiros: Rogério Ceni; Luís Ricardo, Lucão, Antônio Carlos e Reinaldo; Souza, Hudson, Maicon e Ganso; Pato e Luís Fabiano.
Em tempo, uma questão aos críticos do possível retorno de Lugano. Por que ele serviria para o Uruguai, em Copa do Mundo, e não para o São Paulo? Ou já esqueceram o bom futebol que ele apresentou na Copa das Confederações? Deveríamos aguardar a Copa para, depois, aparecer dezenas de interessados? Era para Lugano vir no lugar do Lúcio, e a diretoria não pode permitir que ele pare em outro clube brasileiro, se a possiblidade surgir.
Peixoto
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