Marco Aurélio diz que não desistiria e votaria a favor da reforma

Fonte gazeta Espotiva
16 de Abril de 2014
Embora grande parte da oposição do São Paulo tenha decidido não entrar no plenário - o que obrigaria assinar a lista única da eleição e da votação do projeto de reforma do Morumbi -, há, dentro do grupo, quem fará o contrário. Um deles é Marco Aurélio Cunha, segundo conselheiro com maior número de votos recebidos, há pouco mais de uma semana.
A decisão de Kalil Rocha Abdalla de retirar sua candidatura e dar a vitória a Carlos Miguel Aidar, com o intuito de barrar a votação do polêmico projeto de modernização do estádio, não foi bem vista por Marco Aurélio, seu principal aliado e que assumiria o cargo de vice-presidente de futebol em caso de vitória no pleito. Vitória que, na realidade, ninguém mais acreditava desde a vantagem assegurada pela situação na eleição do Conselho.
"Eu nunca gosto de renunciar. Não gosto de abrir mão. A marcação da eleição da cobertura não foi correta. Acho que é uma manobra política, pois teríamos uma adesão maior em outro momento, com um debate. Quem vota contra tem o direito de votar contra por conhecimento, não desconhecimento. Mas eu não desisti nada, vou enfrentar", disse Marco Aurélio, antes de dar a entender que votaria a favor do projeto.
Pelo estatuto, é necessário estar presente o mínimo de 75% dos 240 conselheiros (atualmente 235, uma vez que cinco não estão mais vivos) para haver votação do tema. Foi dessa forma, abstendo-se, que a oposição esvaziou o salão nobre, em 17 de dezembro do ano passado, na primeira convocação para votação do projeto (que prevê a construção da cobertura do estádio, de uma arena de show e de novos estacionamentos).
"Vou dizer a verdade: gostaria que tivesse (quórum), pois a responsabilidade seria de quem propôs o projeto. Eu gostaria de chegar ao presidente e dizer 'Que agora cumpra, faça'. Teria a minha colaboração. Só acho que foi ruim marcar na mesma data, pois foi mais uma manobra do que uma ação correta", comentou.
Após anunciar através de assessoria a retirada de sua candidatura, Kalil Rocha Abdalla reiterou sua decisão pessoalmente, no Morumbi, por volta de 19h20, 20 minutos depois do horário marcado para o início da eleição. O ex-candidato criticou o que chamou de manobra e "novo golpe engendrado pelas mesmas pessoas que, há três anos, promoveram a alteração do estatuto".
"Fizeram uma reunião ordinária e uma extraordinária. Se tivesse duas listas, era uma coisa. Fizeram uma lista única, com o objetivo de obter quórum para a aprovação daquele maldito projeto", disse, tendo em mãos a carta aberta que entregaria aos conselheiros. "Meu grupo não concorda, e nós não iremos entrar na sala. Não terá número suficiente. O candidato do outro lado tem a vitória assegurada, será candidato único".
A Andrade Gutierrez, construtora com quem o clube havia se acertado para a obra da cobertura, desistiu da parceria por conta do imbróglio que se arrasta desde o final do ano passado, quando já foi barrada uma votação por falta de quórum. Segundo a diretoria, seus demais colaboradores (LACAN, XYZ e Multipark) continuam dispostos a contribuir com os planos.
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