Não ter eliminado o CSA logo no primeiro jogo do confronto tem seu lado positivo para o São Paulo. Após a queda no Campeonato Paulista, o time ficaria curando feridas, sem atuar, até a estreia no Brasileiro, em 20 de abril. Mas, assegurada pela equipe alagoana, a partida de volta da Copa do Brasil será na quarta-feira que vem, o que vai reduzir a espera do elenco por um compromisso.
Por outro lado, a vantagem mínima do empate (conquistada com o triunfo por 1 a 0, em Maceió) colocará o time treinado por Muricy Ramalho sob o risco de uma nova eliminação, em pleno Morumbi, duas semanas depois de cair para o modesto Penapolense, nas quartas de final da competição estadual. Um dilema sabido por todos.
"É claro que a gente queria eliminar o jogo na ida, não tenha dúvida, porque tentamos fazer os gols, mas o goleiro deles também estava em uma noite inspirada. Agora, a gente comemora (ter um novo jogo), mas fica meio assim... Porque também é um jogo de risco. Os caras vão querer fazer história", pondera o zagueiro Antônio Carlos, um dos líderes da equipe, a qual teve intensificada a programação de treinamentos.
Nos dois últimos dias, a jornada de trabalho foi dupla, com sessões pela manhã e à tarde, algo que dificilmente ocorria na semana.
"É ruim, porque o corpo acostuma. A gente até reclama quando tem jogo de quarta-feira e domingo, mas, quando fica uma semana sem jogar, o corpo fica mole, não fica preparado para 90 minutos", reconhece o defensor, não sem valorizar a possibilidade de ajustar a escalação titular para a sequência da temporada.
"Estamos nos preparando para não ter surpresas. Sabemos que o CSA é uma boa equipe. Eles vão ficar esperando para ganhar no contra-ataque, e a gente não pode mais sofrer disso, já aconteceu várias vezes. Seria ruim ficar treinando em dois períodos por mais tempo, mas, se estivéssemos classificados, pelo menos já estaríamos com parte do problema resolvido", concluiu o camisa 4.
A julgar pelo único esboço mostrado por Muricy até aqui, em treino realizado na segunda-feira, o São Paulo seria desenhado taticamente no esquema 4-2-3-1, com Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Álvaro Pereira; Souza, Maicon e Pato; Osvaldo, Ganso e Luis Fabiano.
Duelo com CSA reduz espera, mas expõe São Paulo a novo risco
Fonte Gazeta Esportiva
3 de Abril de 2014
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