Um ano se passou desde que o São Paulo venceu o Penapolense por 1 a 0 pelas quartas de final do Paulistão 2013. De lá para cá, muita coisa mudou no time do Morumbi. E tendo novamente a equipe do interior pela frente nesta mesma fase do campeonato estadual, a equipe tenta evitar a zebra que quase o assombrou na temporada passada. Mais que isso, tem a chance de mostrar que aprendeu com aquela que foi uma das maiores crises de sua história.
Rogério Ceni; Paulo Miranda, Lúcio, Rafael Tolói e Carleto; Denilson, Wellington, Jadson e Ganso; Osvaldo e Luis Fabiano foram os 11 titulares no duelo de 2013. Ney Franco era o treinador. E o São Paulo só venceu graças a um gol contra do zagueiro Jailton e a milagres de Rogério, um deles aos 43 minutos do segundo tempo. A atuação não agradou à torcida, que deixou o Morumbi gritando pedidos de "raça" ao time.
"Precisamos entrar ligados desde o início. No ano passado foi muito difícil e só ganhamos com um gol contra. As equipes vêm fechadas ao Morumbi, e isso atrapalha. Precisamos ter calma para fazer o nosso jogo", disse o atacante Osvaldo.
Daqueles 11 atletas, seis não estão mais na equipe. Lúcio saiu após ser afastado por indisciplina e insuficiência técnica e hoje defende o Palmeiras; Rafael Tolói foi emprestado à Roma; Carleto, à Ponte Preta; e Jadson foi negociado com o Corinthians em troca que envolveu Alexandre Pato. Paulo Miranda e Denilson seguem no elenco são-paulino, mas são reservas.
Lúcio era para ser o "capitão sem faixa", mas deixou a desejar com indisciplina e má atuações
"Nossa equipe mudou algumas peças. Temos que ficar atentos. Eu, em casa, procuro acompanhar todos os jogos. Ano passado jogamos contra eles e guardei na memória as informações", falou Osvaldo.
As mudanças são reflexos da crise que que assolou o clube do Morumbi no último ano, apenas adiada pela vitória sobre o Penapolense. As eliminações para o Corinthians na semifinal do Paulistão e para o Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores mergulharam o time em uma das piores fases de sua história.
Ney Franco foi demitido e Paulo Autuori, contratado. O diretor de futebol Adalberto Batista, muito criticado, foi afastado e Gustavo Vieira de Oliveira assumiu seu lugar. A equipe se afundou na zona de rebaixamento, de onde saiu somente com a chegada de Muricy Ramalho.
Ney Franco era o técnico do São Paulo quando o clube se afundou na crise em 2013
Antonio Carlos se tornou o novo xerife da defesa. Antes volante, Rodrigo Caio foi deslocado para a defesa. O problema na lateral esquerda foi suprido com a contratação de Álvaro Pereira. Na direita, Douglas se firmou como homem de confianaça de Muricy. No meio de campo, o recém-chegado Souza ganhou a vaga de Denilson – como o volante está lesionado, Wellington será seu substituto. Jadson saiu e a entrada de Pabon ajustou o esquema tático para o 4-2-3-1, que vem ajudando Luis Fabiano a ser o artilheiro do Paulistão.
Com novas peças e novamente confiante, o São Paulo pode mostrar que é em 2014 uma equipe diferente da do ano passado e isso passa diretamente por uma vitória convincente sobre o Penapolense às 22h desta quarta-feira.
"Por ser um jogo só tem que ser erro zero pelo campeonato, pelo que a gente vem fazendo. Primeiro temos que pensar nesse time e depois sim pensar em time grande como adversário na semifinal. A gente respeita o Penapolense, mas claro que jogando no Morumbi temos uma responsabilidade bem maior", analisou o zagueiro Antonio Carlos.