Rombo com bilheteria chega a R$ 688 mil no Paulistão

Despesas de organização foram maiores do que receitas de venda de ingressos em 54 dos 150 jogos da primeira fase

Fonte Estadão
Del Nero admite que público é decepcionante
Em mais de um terço das 150 partidas da primeira fase do Campeonato Paulista, o dinheiro arrecadado pelos clubes com a venda de ingressos não foi suficiente para pagar as despesas de organização dos jogos. O rombo chegou a R$ 688.360,12.
A cada jogo como mandante os clubes têm de arcar com taxas de exames antidoping, ambulância, confecção de ingressos, policiamento, seguro e outros itens – e ainda repassam 5% da renda à Federação Paulista de Futebol. Em 54 partidas, esses custos foram maiores do que a receita.
O próprio presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, reconheceu ontem, após reunião do conselho técnico com os times que avançaram às quartas de final, que o público é decepcionante até aqui – média de 4.964 por jogo. E colocou a culpa nos clubes. “Não foi bem aquilo que a gente queria que acontecesse. A gente queria um público maior, mas entendo que há necessidade de os clubes terem um pouco de criatividade, de buscar levar o torcedor para o campo. Temos de conversar, discutir e fazer com que o público melhore”, disse.
Dono da pior média de público do Estadual (1.016 torcedores por jogo), o Osasco Audax também foi o clube que amargou o maior prejuízo em uma única partida. Na segunda rodada do torneio, a diretoria levou a partida contra o Santos para o Pacaembu na expectativa de ter um bom público, mas apenas 1.600 pessoas compraram ingresso e o Boletim Financeiro do jogo fechou em R$ 59.589,10 negativos.
A Ponte Preta, que disputou oito jogos como mandante, ficou no vermelho em seis. O déficit acumulado pela Macaca foi de R$ 90.554,65. O presidente Márcio Della Volpe diz que faltam atrativos ao campeonato.
"Já mexeram no Estadual de trás para a frente, mas podem fazer o que quiserem que o campeonato não vai ser muito diferente disso. Para piorar, parece que está todo mundo se preparando para a Copa do Mundo e deixando os Estaduais de lado neste ano."
Para o presidente do Oeste, Ernesto Garcia, as taxas cobradas pela Federação contribuem para os prejuízos acumulados pelos clubes. "É tudo muito caro e desproporcional. Os clubes do interior não podem pagar os mesmos valores que as equipes da capital." O Oeste teve lucro em apenas uma partida: na nona rodada, contra o Corinthians, em Rio Preto.
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