Entrevista com Gabriel Boschilia

Fonte Diário de SP

DIÁRIO_ Pesa muito o fato de ser considerado uma das principais apostas da base do São Paulo?
GABRIEL BOSCHILIA_ Aumenta a responsabilidade, mas, ao mesmo tempo, é bom. Porque é uma responsabilidade que a vida me entregou e tenho de assumir isso.
Como é conviver com Pato, Luís Fabiano e Rogério Ceni?
A experiência é inexplicável. Eu os via pela televisão e sonhava em um dia estar aqui, jogando com eles. Eu os escuto em todos os momentos e procuro sempre dar o meu melhor para impressioná-los.
O Rogério Ceni já lhe passou algum conselho?
Ele falou para eu ter calma. Disse que, no momento certo, tudo aconteceria e, quando entrasse em campo, era para ficar esperto. Se ele falou para ficar calmo, então é melhor ficar tranquilo mesmo.
Você foi promovido rapidamente para o profissional. Como foi esse processo?
Vinha trabalhando para acontecer isso. Graças a Deus, foi muito rápido e só tenho a agradecer ao Muricy por ter sido dessa maneira a minha promoção ao profissional.
O Muricy conversa muito com quem vem da base?
Ele conversa, explica que não é só chegar e jogar. Fala que não estamos preparados ainda. Eu também vejo que a base é muito diferente do profissional. O Muricy passa experiência e procura melhorar o jogador em todos os aspectos. Ele pega no pé para a gente entrar e não fazer feio.
Ele é bravo?
É bravo, mas quando precisa só (risos).
Em quem você tenta se inspirar no futebol?
Aqui no São Paulo, tento me inspirar no Rogério Ceni. As atitudes dele são excelentes. Em relação ao estilo de jogo, gosto do Ronaldinho Gaúcho. Acompanho ele jogar desde os tempos de Barcelona, Flamengo. Atlético-MG... Ele joga um futebol bonito, tem bom passe, dribla muito...

Futebol no sangue
Simpatia pelo Tricolor
O tio-avô de Gabriel Boschilia fez história no futebol. Advogado e policial militar, Dulcídio Wanderley Boschilia ficou conhecido como um dos árbitros mais polêmicos dos anos 70 e 80. Com sua personalidade forte, o juiz nunca escondeu a sua simpatia pelo São Paulo, mas garantia a imparcialidade nas partidas em que trabalhava. Brigou com jogadores e torcedores. Apitou finais de campeonatos nacionais e estaduais. Morreu em 1998, vítima de um câncer.
As qualidades da joia tricolor
Chute
Canhoto, o meia-atacante não tem medo na hora de arriscar de longa distância. Com potência e uma boa pontaria, também é especialista em bolas paradas.
Visão
O jovem talento joga de olho no posicionamento dos colegas. Com um bom aproveitamento no passe, gosta de deixar os atacantes na cara do gol.
Velocidade
Ao contrário da maior parte dos meias clássicos, o jogador, de 18 anos, tem pique para arrancar com a bola no pé e puxar os contra-ataques do time.
Participativo
Sabe se movimentar. Até por causa da experiência de ter atuado na lateral, tem destreza na marcação, apesar de não ser um especialista no fundamento.
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