Foram cartolas corintianos que insistiram com os são-paulinos, durante e após a negociação de troca entre Jadson e Pato, a inclusão e manutenção da cláusula que veta a participação dos jogadores em jogos contra seus respectivos ex-clubes. Semanas após o negócio ter sido fechado, dirigentes do Morumbi chegaram a procurar seus pares do Parque São Jorge para propor a anulação da cláusula, mas a oferta foi recusada.
Visibilidade. A lógica dos dirigentes são-paulinos é que toda vez que fosse disputado um clássico entre as equipes com a participação de Pato e Jadson, o modelo da negociação, que chamou a atenção de mídia e público, retornaria à pauta.
Interesse direto. A proibição tampouco agradou a Jadson, que vive boa fase no Paulista, e Pato, impedido de jogar o Estadual por ter estourado o número de jogos por um outro clube.
Dois pesos. A mudança de opinião dos corintianos, que chegaram a negar a existência de uma multa, é recebida com ironia pelos são-paulinos, agora beneficiados pela cláusula. Lá a palavra "conveniência" é a mais empregada para justificar a mudança de postura corintiana.
Tiro pela culatra
Fonte Folha de S. Paulo
7 de Março de 2014
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