Sem meia clássico quando foi tri brasileiro, Muricy sofre com Ganso

Nos três anos em que venceu o Brasileiro sob comando do técnico, o São Paulo não tinha um organizador no meio. Treinador não consegue fazer camisa 10 render

Fonte Globo Esporte
Ganso na berlinda: meia não consegue ir bem no São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Com um treino tático que será realizado na tarde desta terça-feira, no CT da Barra Funda, o técnico Muricy Ramalho vai definir o time que enfrentará o XV de Piracicaba, nesta quarta-feira, pela 11ª rodada do Campeonato Paulista. E, ao menos que ocorra alguma surpresa de última hora, o meia Paulo Henrique Ganso permanecerá como opção no banco de reservas, assim como ocorreu no clássico de domingo, contra o Santos, disputado no estádio do Morumbi.
Dono de uma qualidade indiscutível, o camisa 10 voltou a se transformar uma enorme interrogação após uma sequência de fracas atuações na temporada. Desde que foi contratado do Santos por R$ 24 milhões, no fim de 2012, o meia se torna um problema para o terceiro técnico consecutivo. Ele foi motivo de polêmica na passagem de Ney Franco, situação que não se modificou com Paulo Autuori e que parecia ter chegado ao fim com Muricy Ramalho. Mas, em 2014, é possível dizer que Ganso regrediu.
O treinador tem feito o possível para blindar o jogador. Ataca os jornalistas, abusa das ironias. Mas, jogo após jogo, as perguntas sobre Ganso se multiplicaram. E, por mais que tentasse fugir do assunto, Muricy acaba deixando claro que sua paciência estava chegando ao limite.
- Mais do que eu faço não dá para fazer. Eu monto o time para ele jogar. Tem dois volantes no meio para que ele possa ter mais liberdade - afirmou o treinador.
As tentativas do treinador não deram resultado, e o meio-campista foi barrado diante de sua ex-equipe. E foi justamente quando ele esteve no banco que o São Paulo teve sua melhor atuação no estadual. Esteve mais compactado, organizado e, principalmente, mais rápido. Luis Fabiano não ficou tão isolado e o time acabou sendo elogiado por seu treinador - apesar da ausência de gols: o clássico terminou 0 a 0.
Muricy já sabe na ponta da língua como montar um time sem nenhum meia armador. Nos três anos em que o São Paulo conquistou o Campeonato Brasileiro sob o comando do técnico, não havia um meia típico. Em 2006, Danilo ditava o ritmo da equipe. Em 2007, Jorge Wagner, eficiente nos cruzamentos, foi o destaque. Já em 2008, Hugo, que atua quase como um atacante, foi a peça que fez a diferença no meio-campo. Nenhum dos três tinha as características de um meia clássico, organizador de jogo.
O treinador já mandou o recado a Paulo Henrique Ganso. É preciso uma mudança de postura. Ele quer o camisa 10 se doando em campo, mais participativo. E não tentando fazer a diferença apenas com algum toque de classe.
- Eu sou um cara justo. Quem estiver melhor, vai jogar, independentemente de nome e de posição. Ninguém aqui tem cadeira cativa no time – afirmou Muricy.
A bola está com o camisa 10. Basta ele querer jogar.

Danilo, Jorge Wagner e Hugo atuaram como meias com Muricy e foram campeões (Foto: Editoria de Arte)
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