Ídolo da Fiel e cobiçado pelo São Paulo, Jucilei troca títulos e fama por conforto
Fonte ESPN
25 de Fevereiro de 2014
Ex-corintiano Jucilei em treino do Al Jazira
Jucilei chegou ao Corinthians no meio de 2009, dias depois de serem comemorados os títulos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista. Foi embora em 2011, meses antes do início do período mais vitorioso da história do clube. Deixou de vencer o Brasileirão-2011, a Libertadores e o Mundial-2012 e o Campeonato Paulista e a Recopa-2013.
Ao escolher ir para o novo rico Anzhi, da Rússia, Jucilei também abriu mão automaticamente da seleção brasileira, que teve a honra de defender em amistosos contra Estados Unidos e Argentina, em 2010.
O Anzhi não vingou, seu milionário investidor decidiu da noite para o dia negociar suas principais estrelas - jogadores como Willian e Eto'o, vendidos para o Chelsea - e hoje Jucilei, 25 anos, um dia destaque do Corinthians, volante de seleção, disputa a Liga do Golfo Árabe com o Al Jazira, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.
Uma história de fracasso do futebol? Não para o carioca de São Gonçalo.
"Não era isso que eu pensava. Mas como os planos não é a gente que faz, quem decide é Deus, estou na Ásia, estou tranquilo aqui na Arábia. Estou muito feliz, me sentindo bem", conta, em entrevista por telefone ao ESPN.com.br

O brasileiro diz: 'Nível do futebol nos Emirados não é ruim' (Al Jazira)
Jucilei escolheu um caminho diferente para ele no mundo da bola.
"O negocio é estar bem estabilizado, dar um conforto para a família. Do que adianta status, estar na TV, seleção, se você não poder dar um conforto à sua família? Claro que se ficasse no Corinthians a chance de seleção ia de 1% aqui na Arábia para 50%, 60% porque confio em mim, confio no meu futebol. Mas prefiro estar bem. Não quero ter preocupação com trabalho depois que parar com o futebol."
A rotina do meio campista no Al Jazira é, de fato, confortável. Diferentemente de muitos clubes brasileiros, no clube emir treina-se em apenas um período, normalmente às 7h da noite. As viagens de jogos, fonte de preocupação para Jucilei nos tempos da Rússia - "tinha que pegar muito avião, o clima era ruim e o avião balançava muito" -, são curtas, de 1h a 2h, sempre de ônibus.

Jucilei é o único brasileiro do Al Jazira (Al Jazira)
Pressão da torcida, como a que ele viveu na pele no Centro de Treinamento do Corinthians antes de ser negociado, após a eliminação na Pré-Libertadores-2011 - situação parecida com a vivida pelo atual elenco alvinegro, no início deste ano -, nem pensar.
O salário nos Emirados é alto, fora da realidade dos clubes brasileiros e mais um motivo para que ele não aceitasse uma oferta recente de um grande clube nacional.
"Estava quase pra voltar pro São Paulo, muito perto de acontecer. Só que o Anzhi só queria vender, não queria emprestar, e 6 milhões de euros era muito pro Brasil. Mas mesmo se o São Paulo pagasse esse valor e a melhor proposta fosse do Al Jazira, escolheria o Al Jazira. Tenho que pensar no futuro, não posso ser burro. A diferença salarial é muito grande, a vida aqui é muito boa."
"No inverno a temperatura não passa de 25°, posso andar de bermuda. Sou carioca, aqui me sinto bem. Abu Dhabi é tranquila, tem parque, tem restaurante, churrascaria, durante o ano vai ter Fórmula 1, UFC. E o campeonato tem um nível bom, não é ruim como o pessoal acha", conta ele, que até pouco tinha como companheiro de equipe o atacante Ricardo Oliveira, hoje no Al Wasl e que enfrenta na Liga do Golfo os conterrâneos Grafite, do Al Ahli, Éder Luis e Léo Lima, do Al Nasr e Fellype Gabriel, do Al Sharjah.
Não que Jucilei não pense mais em jogar futebol em altíssimo nível. O sonho de infância de disputar uma Copa, admite ele, ainda existe. Voltar ao futebol brasileiro continua sendo um projeto. Mas essa, definitivamente, não é a prioridade do meio campista.
"Aqui eu sei que seleção é quase impossível, aqui é mais a questão financeira, fazer o ‘pé de meia', pensar no futuro. A carreira passa voando, daqui dez, nove anos, estou parando. Tem que pensar no futuro mesmo, tentar ganhar o máximo de dinheiro e quando parar, estar bem. Vou cumprir meus três anos aqui e quando terminar, vou estar com 29. Vai ficando mais difícil, na casa dos 30 ir pra Europa é complicado, mas estou supertranquilo. Se for pra voltar pro Brasil, vou voltar, tenho vontade de jogar lá de novo. Mas se tiver que renovar por aqui, vou renovar."
Jucilei chegou ao Corinthians no meio de 2009, dias depois de serem comemorados os títulos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista. Foi embora em 2011, meses antes do início do período mais vitorioso da história do clube. Deixou de vencer o Brasileirão-2011, a Libertadores e o Mundial-2012 e o Campeonato Paulista e a Recopa-2013.
Ao escolher ir para o novo rico Anzhi, da Rússia, Jucilei também abriu mão automaticamente da seleção brasileira, que teve a honra de defender em amistosos contra Estados Unidos e Argentina, em 2010.
O Anzhi não vingou, seu milionário investidor decidiu da noite para o dia negociar suas principais estrelas - jogadores como Willian e Eto'o, vendidos para o Chelsea - e hoje Jucilei, 25 anos, um dia destaque do Corinthians, volante de seleção, disputa a Liga do Golfo Árabe com o Al Jazira, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.
Uma história de fracasso do futebol? Não para o carioca de São Gonçalo.
"Não era isso que eu pensava. Mas como os planos não é a gente que faz, quem decide é Deus, estou na Ásia, estou tranquilo aqui na Arábia. Estou muito feliz, me sentindo bem", conta, em entrevista por telefone ao ESPN.com.br

O brasileiro diz: 'Nível do futebol nos Emirados não é ruim' (Al Jazira)
Jucilei escolheu um caminho diferente para ele no mundo da bola.
"O negocio é estar bem estabilizado, dar um conforto para a família. Do que adianta status, estar na TV, seleção, se você não poder dar um conforto à sua família? Claro que se ficasse no Corinthians a chance de seleção ia de 1% aqui na Arábia para 50%, 60% porque confio em mim, confio no meu futebol. Mas prefiro estar bem. Não quero ter preocupação com trabalho depois que parar com o futebol."
A rotina do meio campista no Al Jazira é, de fato, confortável. Diferentemente de muitos clubes brasileiros, no clube emir treina-se em apenas um período, normalmente às 7h da noite. As viagens de jogos, fonte de preocupação para Jucilei nos tempos da Rússia - "tinha que pegar muito avião, o clima era ruim e o avião balançava muito" -, são curtas, de 1h a 2h, sempre de ônibus.

Jucilei é o único brasileiro do Al Jazira (Al Jazira)
Pressão da torcida, como a que ele viveu na pele no Centro de Treinamento do Corinthians antes de ser negociado, após a eliminação na Pré-Libertadores-2011 - situação parecida com a vivida pelo atual elenco alvinegro, no início deste ano -, nem pensar.
O salário nos Emirados é alto, fora da realidade dos clubes brasileiros e mais um motivo para que ele não aceitasse uma oferta recente de um grande clube nacional.
"Estava quase pra voltar pro São Paulo, muito perto de acontecer. Só que o Anzhi só queria vender, não queria emprestar, e 6 milhões de euros era muito pro Brasil. Mas mesmo se o São Paulo pagasse esse valor e a melhor proposta fosse do Al Jazira, escolheria o Al Jazira. Tenho que pensar no futuro, não posso ser burro. A diferença salarial é muito grande, a vida aqui é muito boa."
"No inverno a temperatura não passa de 25°, posso andar de bermuda. Sou carioca, aqui me sinto bem. Abu Dhabi é tranquila, tem parque, tem restaurante, churrascaria, durante o ano vai ter Fórmula 1, UFC. E o campeonato tem um nível bom, não é ruim como o pessoal acha", conta ele, que até pouco tinha como companheiro de equipe o atacante Ricardo Oliveira, hoje no Al Wasl e que enfrenta na Liga do Golfo os conterrâneos Grafite, do Al Ahli, Éder Luis e Léo Lima, do Al Nasr e Fellype Gabriel, do Al Sharjah.
Não que Jucilei não pense mais em jogar futebol em altíssimo nível. O sonho de infância de disputar uma Copa, admite ele, ainda existe. Voltar ao futebol brasileiro continua sendo um projeto. Mas essa, definitivamente, não é a prioridade do meio campista.
"Aqui eu sei que seleção é quase impossível, aqui é mais a questão financeira, fazer o ‘pé de meia', pensar no futuro. A carreira passa voando, daqui dez, nove anos, estou parando. Tem que pensar no futuro mesmo, tentar ganhar o máximo de dinheiro e quando parar, estar bem. Vou cumprir meus três anos aqui e quando terminar, vou estar com 29. Vai ficando mais difícil, na casa dos 30 ir pra Europa é complicado, mas estou supertranquilo. Se for pra voltar pro Brasil, vou voltar, tenho vontade de jogar lá de novo. Mas se tiver que renovar por aqui, vou renovar."
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