Ídolo da Fiel e cobiçado pelo São Paulo, Jucilei troca títulos e fama por conforto

Fonte ESPN
Ex-corintiano Jucilei em treino do Al Jazira
Jucilei chegou ao Corinthians no meio de 2009, dias depois de serem comemorados os títulos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista. Foi embora em 2011, meses antes do início do período mais vitorioso da história do clube. Deixou de vencer o Brasileirão-2011, a Libertadores e o Mundial-2012 e o Campeonato Paulista e a Recopa-2013.
Ao escolher ir para o novo rico Anzhi, da Rússia, Jucilei também abriu mão automaticamente da seleção brasileira, que teve a honra de defender em amistosos contra Estados Unidos e Argentina, em 2010.
O Anzhi não vingou, seu milionário investidor decidiu da noite para o dia negociar suas principais estrelas - jogadores como Willian e Eto'o, vendidos para o Chelsea - e hoje Jucilei, 25 anos, um dia destaque do Corinthians, volante de seleção, disputa a Liga do Golfo Árabe com o Al Jazira, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.
Uma história de fracasso do futebol? Não para o carioca de São Gonçalo.
"Não era isso que eu pensava. Mas como os planos não é a gente que faz, quem decide é Deus, estou na Ásia, estou tranquilo aqui na Arábia. Estou muito feliz, me sentindo bem", conta, em entrevista por telefone ao ESPN.com.br

O brasileiro diz: 'Nível do futebol nos Emirados não é ruim' (Al Jazira)
Jucilei escolheu um caminho diferente para ele no mundo da bola.
"O negocio é estar bem estabilizado, dar um conforto para a família. Do que adianta status, estar na TV, seleção, se você não poder dar um conforto à sua família? Claro que se ficasse no Corinthians a chance de seleção ia de 1% aqui na Arábia para 50%, 60% porque confio em mim, confio no meu futebol. Mas prefiro estar bem. Não quero ter preocupação com trabalho depois que parar com o futebol."
A rotina do meio campista no Al Jazira é, de fato, confortável. Diferentemente de muitos clubes brasileiros, no clube emir treina-se em apenas um período, normalmente às 7h da noite. As viagens de jogos, fonte de preocupação para Jucilei nos tempos da Rússia - "tinha que pegar muito avião, o clima era ruim e o avião balançava muito" -, são curtas, de 1h a 2h, sempre de ônibus.

Jucilei é o único brasileiro do Al Jazira (Al Jazira)
Pressão da torcida, como a que ele viveu na pele no Centro de Treinamento do Corinthians antes de ser negociado, após a eliminação na Pré-Libertadores-2011 - situação parecida com a vivida pelo atual elenco alvinegro, no início deste ano -, nem pensar.
O salário nos Emirados é alto, fora da realidade dos clubes brasileiros e mais um motivo para que ele não aceitasse uma oferta recente de um grande clube nacional.
"Estava quase pra voltar pro São Paulo, muito perto de acontecer. Só que o Anzhi só queria vender, não queria emprestar, e 6 milhões de euros era muito pro Brasil. Mas mesmo se o São Paulo pagasse esse valor e a melhor proposta fosse do Al Jazira, escolheria o Al Jazira. Tenho que pensar no futuro, não posso ser burro. A diferença salarial é muito grande, a vida aqui é muito boa."
"No inverno a temperatura não passa de 25°, posso andar de bermuda. Sou carioca, aqui me sinto bem. Abu Dhabi é tranquila, tem parque, tem restaurante, churrascaria, durante o ano vai ter Fórmula 1, UFC. E o campeonato tem um nível bom, não é ruim como o pessoal acha", conta ele, que até pouco tinha como companheiro de equipe o atacante Ricardo Oliveira, hoje no Al Wasl e que enfrenta na Liga do Golfo os conterrâneos Grafite, do Al Ahli, Éder Luis e Léo Lima, do Al Nasr e Fellype Gabriel, do Al Sharjah.
Não que Jucilei não pense mais em jogar futebol em altíssimo nível. O sonho de infância de disputar uma Copa, admite ele, ainda existe. Voltar ao futebol brasileiro continua sendo um projeto. Mas essa, definitivamente, não é a prioridade do meio campista.
"Aqui eu sei que seleção é quase impossível, aqui é mais a questão financeira, fazer o ‘pé de meia', pensar no futuro. A carreira passa voando, daqui dez, nove anos, estou parando. Tem que pensar no futuro mesmo, tentar ganhar o máximo de dinheiro e quando parar, estar bem. Vou cumprir meus três anos aqui e quando terminar, vou estar com 29. Vai ficando mais difícil, na casa dos 30 ir pra Europa é complicado, mas estou supertranquilo. Se for pra voltar pro Brasil, vou voltar, tenho vontade de jogar lá de novo. Mas se tiver que renovar por aqui, vou renovar."
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