Paulo Henrique Ganso ainda é meia?

por Marcio Porto

Fonte Lancenet
O companheiro Mauro Cezar Pereira, em seu blog no site da ESPN, levantou uma discussão interessante sobre Paulo Henrique Ganso e a necessidade do técnico Muricy Ramalho de encontrar uma forma para o camisa 10 do São Paulo jogar bem. Mauro cita o fato de astros como Pirlo, Gerrard, Xabi Alonso, Modric e Schweinsteiger armarem suas equipes com maestreia sem necessariamente jogar como meia de armação clássico, como o são-paulino tem sido escalado. A questão é: ainda há espaço no futebol atual para Ganso utilizar seu talento indiscutível da forma que grandes meias fizeram no passado? Como Mauro, tendo a achar que não, mas também tenho dúvidas se Ganso conseguiria se adaptar à nova função.
Em uma rápida análise dos números do meia no Campeonato Paulista, pelo site do FOOTSTATS, a tendência é dar razão aos que pedem um recuo do armador. Motivo da maior queixa de Muricy, Ganso realmente finaliza muito pouco. São apenas oito em nove jogos, sendo apenas três delas certas, sinal de que o atleta não tem chegado à frente. Ele também deu apenas uma assistência, muito pouco para quem comemora mais passe do que gol, como repete seu técnico.
Além disso, outro número mostra que Ganso pode ser combativo e mais participativo quando está sem a bola. O jogador realizou 24 desarmes pelo São Paulo, é o recordista do time neste quesito. Nada garante que Ganso repitiria o número se lhe fosse dada uma função mais recuada, mas a tendência é que, mais perto deste tipo de situação, pudesse aprimorar o fundamento.
No entanto, há outros aspectos em jogos. Primeiro: Muricy já utilizou Ganso mais recuado, como uma espécie de segundo volante, no Santos. Em 2012, no segundo jogo da semifinal da Libertadores, contra o Corinthians, no Pacaembu, o meia jogou desta forma. Tinha acabado de voltar de uma cirurgia no joelho e a opção de Muricy à época foi para afastar o jogador do choque direto com Ralf e Paulinho, volantes do rival, e tentar com que Ganso tivesse espaço para armar o jogo. Muricy, assim, tentou vencer uma defesa que havia tomado muitos poucos gols até então. Conseguiu no primeiro tempo, com o gol de Neymar, mas viu Ganso com pouco intensidade na boa parte do jogo.
A questão parece ser essa: intensidade. Terá o meia concentração para suportar a maior carga de força a que será submetido jogando em uma zona do campo em que, teoricamente, será muito mais acionado? Pode ser que sim, pode ser que não.
Depende muito de como estará o restante do time e do posicionamento do próprio Ganso. Mas, principalmente, depende da vontade do jogador e do técnico Muricy Ramalho. E, a lembrar Raul Seixas, vale sempre tentar outra vez, afinal, estamos falando em R$ 24 milhões investidos.
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