Sacado do time, Paulo Henrique Ganso curtiu o banco de reservas do São Paulo até os 30 minutos do segundo tempo no clássico contra seu ex-time, o Santos. Ao ser perguntado sobre o assunto, o técnico Muricy Ramalho foi econômico nas palavras: “Foi opção do treinador”.
A cena seria inimaginável há algum tempo, quando Ganso desfilava seu talento, com dribles secos, lançamentos perfeitos, gols memoráveis. E logo agora que Jadson saiu (e fazendo sucesso no Corinthians) e Ganso ganhou a camisa 10, ele nega fogo? Creio não ser nada definitivo, mas o conceito de Ganso não bate mais com o futebol moderno: acabou a era daquele meia-armador que aparecia de vez em quando, com um lançamento perfeito e uma outra jogada decisiva- como outros craques que tivemos.

Hoje, não: além do talento, o jogador precisa se movimentar o tempo inteiro, chamar o jogo, participar da marcação, ser presente. Se Ganso entender isso, terá recuperação, caso contrário, será muito difícil.
Quanto ao clássico, até que foi movimentado, o São Paulo com mais posse de bola, o Santos respondendo como podia. O placar de 0 a 0 não fez justiça ao que se viu no Morumbi, com as equipes merecendo balançar as redes e agitar as torcidas.
Não, não foi um placar justo.