Reserva inédita pressiona Ganso a explodir no São Paulo

Agora com a camisa 10, meia amarga primeira partida no ano no banco de reservas e não tem volta assegurada nas próximas partidas do clube

Fonte Terra
Paulo Henrique Ganso começou o clássico no banco de reservas
Foto: Léo Pinheiro / Futura Press

Até a última quinta-feira Paulo Henrique Ganso fazia parte de todos os planos de jogo testados por Muricy Ramalho. Mas a reserva no empate por 0 a 0 com o Santos, inédita na temporada, mostrou que o treinador já pensa em um São Paulo sem o camisa 10, o que aumentou a pressão para que Ganso enfim exploda com a camisa tricolor.
Desde que chegou ao clube no final de 2012 Ganso ainda não emplacou uma sequência de boas partidas pelo São Paulo. Em 2013 viveu bons momentos, mas flutuou da mesma forma que o futebol da equipe, com poucos altos e muitos baixos. A expectativa era de que, com uma preparação adequada na pré-temporada, o jogador conseguisse repetir o excelente 2010 que viveu no Santos.
Nove partidas sem destaque como titular bastaram para Muricy procurar outras alternativas. A justificativa foi clara: o time precisava sair da mesmice das últimas partidas. Com Ganso no banco, o Muricy buscou uma equipe mais “leve, aguerrida e com profundidade” em suas palavras. Na prática o São Paulo fez sua partida mais contundente no ano. Longe de ser brilhante, mas melhor do que vinha apresentando.
“Não está o ideal, mas estava muito ruim. Estamos acertando”, disse Muricy no que talvez tenha sido seu discurso mais otimista desde que o São Paulo estreou na temporada. Na última quinta, o treinador ficou bastante insatisfeito com a atuação no empate por 1 a 1 com o São Bernardo. Não só mais irritado do que o desempenho no clássico com o Palmeiras no começo de fevereiro.
“A gente não jogou bem naquele dia. O Palmeiras dominou a gente, quis mais. Disse na preleção que os times grandes estão muito parecidos, e que o que pode fazer a diferença é querer mais do que o outro. Naquele dia a gente deu um chute ao gol. Uma vergonha. Hoje pelo menos fizemos o goleiro trabalhar”, disse.
Apesar de não citar especificamente Ganso, a leitura de sua avaliação indica que a crítica resvala no meio-campista. Desde que chegou ao São Paulo Muricy tem cobrado do camisa 10 mais presença no ataque e chutes a gol. O deslocamento de Pabon para este setor foi acompanhado de um recado claro de que, para o técnico, um meio-campista precisa desenvolver estas duas características.
Muricy não especificou se pretende escalar Ganso na próxima quarta-feira, contra o XV de Piracicaba. Mas diante da evolução apontada contra o Santos é provável que o meia fique mais uma partida no banco de reservas. “Ninguém tem lugar cativo no time”, disse o treinador, que insistiu ao longo da entrevista que no São Paulo todos os jogadores do grupo podem receber chances a qualquer momento.
Neste caso se encaixa Cañete, meia que atuou em apenas uma partida do São Paulo na temporada. Muricy tem elogiado o argentino pelo desempenho nos treinos, o relacionou para o clássico e mais uma vez indicou que pretende usá-lo em breve. Mais uma concorrência para Ganso.
Recuo de Ganso por ser opção
A exigência de Muricy por meias que apareçam com mais frequência na área pode forçar Ganso a um recuo, talvez como última alternativa para o jogador vingar com a camisa tricolor. Muitos especialistas, como o blogueiro do Terra Leandro Miranda, apontam que o futebol do meia se encaixaria perfeitamente na posição que no futebol atual se convencionou chamar de segundo volante. Maicon, que tem características parecidas, atuou nesta posição no clássico.

Ganso entrou no segundo tempo e teve pouco tempo para produzir jogadas (Foto: Alan Morici / Terra)
Seria talvez uma última cartada para o São Paulo evitar a sensação de fracasso na contratação do jogador em 2012. Até agora o esforço da diretoria e da comissão técnica tem sido em dar total apoio ao jogador. A torcida também tem demonstrado paciência, tanto que gritou seu nome quando ele entrou no lugar de Douglas no segundo tempo do clássico.
Antiga sombra, Jadson foi trocado e a camisa 10 foi parar no colo de Ganso. Rogério Ceni, que por sua longa história no clube tem papel maior do que um simples jogador, tem sido o seu maior incentivador, como ficou evidente ao amparar o cabisbaixo meia na saída de campo. Curiosamente, talvez a salvação para Ganso esteja na função que é mais adequada à sua antiga camisa oito.
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