(Foto: Miguel Rojo/ AFP)
Dario Pereyra disputou sua primeira e única Copa do Mundo apenas em 1986, ano em que conquistou seu segundo título do Campeonato Brasileiro pelo São Paulo. Um dos raros expoente nas gerações perdidas entre o bimundial e o Mundial da África do Sul, o ex-jogador compartilha o sentimento de toda a nação uruguaia e conta os dias para reviver as glórias do Maracanazo ou, ao menos, as emoções de 2010.
- É uma ansiedade normal, fácil de entender. Todos querem que a sina de 1950 seja repetida. Querem reescrever o Maracanazzo ou pelo menos melhorar o que fizemos em 2010. A expectativa é muito grande para voltar a uma final – declarou o ídolo são-paulino por telefone ao LANCE!Net.
Pelas ruas de Montevidéu, o clima de ansiedade para o Mundial é evidenciado pelas inúmeras camisas celestes vestidas por crianças, adultos e idosos. Os badalados Luis Suárez, do Liverpool, e Edinson Cavani, do milionário Paris Saint-Germain, são os favoritos. Lojas também apostam nos atacantes, as maiores estrelas do operário time de Óscar Tabárez, para ilustrar faixas e outdoors pelas ruas.
Nas feiras de rua na Ciudad Vieja e nos restaurantes do Mercado del Puerto, oficiais da Marinha brasileira que aproveitavam dias de folga de treinamento não conseguiam escapar das provocações. Gritos de “Maracanazo” e “El fantasma de 50” recebiam “Aqui é Penta” como resposta. Atsmosfera vista com animação por Dario Pereyra, que apenas lamenta o fato de poucos uruguaios conseguirem trazê-la para as modernas arenas brasileiras.
- Infelizmente, pouca gente poderá vir ao Brasil. Senão teríamos uma invasão nos estádios – apostou o ex-zagueiro vive no Brasil após experiências como treinador e rica história com a camisa do São Paulo: dois títulos do Campeonato Brasileiro, quatro do Paulistão, 453 jogos e 37 gols em 11 anos de Morumbi.
Apesar de confiar na atual geração uruguaia, Dario Pereyra faz um alerta à seleção que integra o grupo D ao lado de Itália, Inglaterra e Costa Rica. O ídolo lembra que um dos campeões mundiais ficará pelo caminho, longo devido às viagens pelo Brasil, ainda na primeira fase. A Celeste estreia no dia 14 de junho contra Costa Rica na Arena Castelão, encara a Inglaterra na Arena Corinthians cinco dias depois e pega a Itália no dia 24 na Arena das Dunas, em Natal.
- Esta Copa do Mundo será difícil demais. Todos os times são muito iguais, mas os estádios e o clima são muito diferentes pelo Brasil. Sem falar nas longas viagens. A chave do Uruguai é muito complicada. É certo que um dos grandes vai ficar fora, uma pena que isso aconteça na primeira fase. Só espero que não seja o Uruguai – projetou.
Lenda são-paulina vê ansiedade uruguaia para repetir Maracanazo
Dario Pereyra, que defendeu a Celeste Olímpica no Mundial de 1986, projeta Copa do Mundo equilibrada e lamenta dificuldades para uruguaios comprarem ingressos
Fonte Lancenet
11 de Fevereiro de 2014
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