Fotógrafo nega envolvimento com pichações no CT do São Paulo
Fonte TERRA
8 de Fevereiro de 2014
Gabriel Uchida, fotógrafo, presenciou as pichações ao CT do São Paulo.
Logo depois, ele foi às redes sociais para dizer que havia conseguido as imagens com exclusividade. O clube disse, ao GloboEsporte.com, que Gabriel estava envolvido com as pichações. Gabriel mandou uma nota de esclarecimento nesta noite, na qual informa que não teve qualquer envolvimento na ação, a não ser o registro jornalístico.
Por conta das fotos exclusivas do FotoTorcida do protesto em que torcedores picharam os muros do CT do São Paulo nesta madrugada, há pessoas, e inclusive o próprio clube, acusando uma suposta participação minha no ato. Esta teoria não corresponde com a verdade.
Primeiro, não sou são paulino nem rival direto do tricolor. Também não conheço e jamais tive contato com funcionários, dirigentes e quaisquer grupos políticos do clube. Particularmente, não tenho o menor conhecimento destas questões internas do time. Além disso, apesar de conhecer integrantes das organizadas do São Paulo, não mantenho contato direto e tampouco sou próximo às lideranças das organizadas do time – e também nem sei se os autores são integrantes de algum grupo.
Eu moro na região do CT e passo naquela avenida quase que diariamente. Também tenho o costume de passear pela madrugada, de carro ou bicicleta, para fotografar. Faço isso há anos. O que aconteceu nesta noite é que, ao passar pelo local, avistei um carro e uma moto circulando em baixa velocidade, de modo estranho. Como jornalista e fotógrafo, obviamente, fiquei intrigado com aquela movimentação. Como protestos deste tipo já aconteceram inúmeras vezes no mesmo local e o time passa por uma fase bastante turbulenta, imaginei que algo poderia acontecer e me posicionei, esperando algo.
Já passei pela mesma história várias vezes em outras ocasiões. Por inúmeras vezes tive que esperar horas por uma foto, ou então passei um bom tempo e não consegui registrar nada – assim é a profissão do fotógrafo. Mas desta vez eu tive sim um pouco de sorte e também a atenção de notar algo incomum e querer investigar. Sorte, atenção e investigação são pontos importantes para qualquer jornalista. Recentemente, um fotógrafo registrou um sequestro em andamento dentro de um shopping em Nairobi, na África. Obviamente, ele não participava do grupo criminoso, apenas estava trabalhando. Exemplos como este existem aos milhões no jornalismo.
Tão infundada é a acusação de participação no ato que, ainda durante a madrugada, conversei com os policiais e funcionários do clube que apareceram no local. Em posse da minha identificação nacional de fotojornalista, disse para quem trabalhava, mostrei tudo que tinha registrado e contei o que havia visto. Só saí do local após tudo estar esclarecido. Portanto, são mentirosas as acusações de qualquer participação minha no ato e atitudes como esta, caso continuem a acontecer, serão tratadas judicialmente.
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