Por Arquivo Histórico / saopaulofc.net
Não tinha medo de cara feia e apavorava os que tinham. Esse era Francisco Jesuíno Avanzi, ou simplesmente Chicão, um dos maiores jogadores na história do São Paulo, e que completaria 65 anos de idade nesta quinta-feira (30). Em outubro de 2008, vítima de câncer, o ex-volante nos deixou. No entanto, suas histórias e feitos sempre serão lembrados no Tricolor, como as conquistas do Campeonato Paulista de 1975 e do Campeonato Brasileiro de 1977.
Líder dentro de campo, Chicão comandava o time. Sempre valente e destemido, o ex-jogador colecionou boas histórias no futebol. Na Copa do Mundo de 1978, na Argentina, o técnico Cláudio Coutinho escalou um meio de campo sem Chicão em jogos light e com marcador nos outros. Assim, conseguia neutralizar e intimidar os adversários. Destaque para sua atuação contra os donos da casa, quando foi titular e conseguiu impor respeito no difícil confronto com os argentinos.
"Os argentinos queriam fazer aquela catimba de sempre e não conseguiram. Eu cheguei arrepiando e eles se encolheram", disse o marcador, na época, após neutralizar uma das grandes armas da seleção rival, o atacante Mario Kempes, que se desentendeu com Chicão logo no início do jogo e pouco fez na partida.
Entre 1973 e 1979, o meio-campista defendeu o Tricolor. Nesse período, disputou 317 jogos e balançou as redes 19 vezes. Foram 142 vitórias, 111 empates e 59 derrotas. Era tão forte e determinado que um problema crônico no nervo ciático mal o atrapalhava. Sua entrega pelo clube sempre será motivo de orgulho para a torcida são-paulina, que sempre admirou o destemido marcador.
Além do São Paulo, Chicão atuou na Ponte Preta, Santos, Atlético-MG e outros clubes do interior paulista. No entanto, seu amor pelo Tricolor sempre falou mais alto. Quando assinou contrato com a equipe são-paulina, o ex-volante brincou, lembrando dos testes que fez nas categorias de base do clube sete anos antes. "Agora, estou no clube em que deveria estar desde o início da minha carreira", disse, ao ser contratado, já com passagens por XV de Piracicaba, São Bento e União Barbarense.
Um dos maiores volantes do Tricolor, Chicão completaria 65 anos
Em outubro de 2008, vítima de câncer, o ex-volante nos deixou. No entanto, suas histórias e feitos sempre serão lembrados no Tricolor
Fonte Site Oficial
30 de Janeiro de 2014
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