Oposição do São Paulo se defende de acusações após empreiteira desistir de reforma do Morumbi

Fonte SPFC.NET
Projeto de reforma do Morumbi vive impasse
Acusada pela direção do São Paulo como responsável pela desistência da empreiteira Andrade Gutierrez de participar do projeto de cobertura e reforma do Estádio do Morumbi, o grupo de oposição do clube se defendeu por meio de nota divulgada nesta quarta-feira.
O ESPN.com.br publicou com exclusividade, nessa quarta, que a Andrade Gutierrez deixaria de participar da obra que que envolve a cobertura do estádio e a construção de um estacionamento e de uma arena multiuso por estar incomodada com as disputas políticas no Tricolor, que em abril escolherá seu novo mandatário. Concorrem José Miguel Aidar, pela situação e Kalil Rocha Abdalla, pela oposição.
No final de 2013, os aliados do atual presidente, Juvenal Juvêncio, tentaram aprovar o projeto, mas a votação foi boicotada pela oposição, que cobra mais transparência da proposta apresentada.
Os lados contrários formaram uma comissão para explicar os detalhes do contrato, mas em uma reunião em 25 de janeiro deste ano, "foram proferidos gravíssimos ataques contra a Construtora Andrade Gutierrez, por parte de conselheiros da oposição que estavam presentes", alega a direção são-paulina.
Os oposicionistas se defendem afirmando que a empreiteira já havia manifestado vontade de ‘abandonar o barco' anteriormente, informação que foi ocultada dos demais associados do São Paulo.
Veja na íntegra a nota da oposição:
Saída da Construtora Andrade Gutierrez do projeto de cobertura do Morumbi
O Movimento #SPFCforte, grupo de associados e conselheiros tricolores que defende a transparência e o profissionalismo na gestão do SPFC, vem por meio desta nota oficial repudiar veementemente a posição divulgada pela atual direção do clube, culpando nosso movimento pela desistência da construtora Andrade Gutierrez em participar do convênio que realizaria as obras de modernização do Estádio do Morumbi.
Conforme combinado e amplamente divulgado, desde o dia 13 de janeiro, uma comissão foi formada por conselheiros oposicionistas e situacionistas para análise do contrato. Essa comissão foi dividida em três frentes: engenharia, financeira/comercial e jurídica, composta por celebres conselheiros do São Paulo Futebol Clube e renomados profissionais em suas áreas. Representando o #SPFCforte, estavam: José Eduardo Mesquita Pimenta, Eduardo Alfano Vieira, Milton José Neves, Eduardo Rebouças Monteiro, Luiz Cholfe, Paulo Azevedo Marques de Saes Filho,Rubens Amaral, Aurisol Sabino de Souza, Jaime Franco e Sylvio Alves de Barros Filho.
Todo o trabalho resultaria em um relatório que seria posteriormente disponibilizado para os sócios do clube, imprensa e torcedores, já que nem todos puderam ter acesso ao contrato na íntegra.
O trabalho seguia normalmente e de acordo com o cronograma. No dia 30, inclusive, deveria ocorrer uma nova reunião com a presença da Andrade Gutierrez, nas dependências do escritório de advocacia Pinheiro Neto. Portanto, a saída da construtora Andrade Gutierrez foi para nós absolutamente inesperada.
De acordo com a atual gestão, a construtora já teria emitido desejo de desistir da parceria no dia 20 de janeiro, mas isso nunca nos foi comunicado.
Aliás, no último sábado, como é de conhecimento de todos, o grupo situacionista fez uma longa explanação a respeito do projeto da cobertura e arena. Não teria sido aquele o melhor momento para comunicar o fato aos associados? Fica claro e notório a tentativa da atual direção em manipular a verdade e, numa estratégia desesperada, creditar ao nosso movimento a culpa por este fracasso.
Entendemos que o fato da comissão ter se aprofundado e se envolvido ativamente na análise do contrato pode ter levado a esta decisão. Mas o que não aceitamos é a tentativa da direção do clube em distorcer esse fato e rotular o #SPFCforte como inimigos da instituição São Paulo Futebol Clube, pois é justamente para defender seus interesses que estamos participando de todo esse processo.
Os fatos não mentem: diante da mobilização dos associados, um contrato na ordem de 500 milhões de reais não foi aprovado no apagar das luzes, sem garantias completas de que os reais interesses do clube seriam respeitados. Transparência é um direito dos associados e torcedores.
Reiteramos que jamais seremos contra as obras de cobertura e modernização do estádio, mas precisamos e queremos ter clareza das obrigações e responsabilidades futuras.
Tenham certeza de que não abriremos mão do debate. O São Paulo Futebol Clube pertence aos torcedores e associados, e, unidos, voltaremos a fazer do clube um São Paulo Forte!
Sem mais e convictos de nossos princípios,
Grupo #SPFCforte
Transparência e profissionalismo
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