Com desistência, projeto de cobertura do Morumbi vai depender do acerto com nova construtora (Foto: Divulgação / São Paulo FC)
O São Paulo terá de procurar uma nova construtora para executar a polêmica obra de cobertura do Morumbi. A Andrade Gutierrez, parceira do clube na obra, anunciou sua desistência de participar do projeto. Essa informação foi publicada pelo site da ESPN. Segundo a diretoria tricolor, o motivo foram as recentes brigas políticas entre situação e oposição. As eleições presidenciais no clube serão disputadas em abril.
O GloboEsporte.com apurou que o São Paulo deve se pronunciar ainda nesta terça-feira sobre o assunto, e que não vai desistir de executar a obra. A Andrade Gutierrez cedeu o projeto de sua autoria ao clube, para que seus dirigentes possam procurar outra empreiteira interessada. Orçada em R$ 460 milhões, a reforma inclui a cobertura, uma arena multiuso para 28 mil pessoas e dois prédios de estacionamento.
No início de janeiro, o fundo de investimentos obteve registro e, a partir desse momento, a Lacan, que administra o fundo, teria seis meses para captação de recursos. Segundo o São Paulo, os 20 investidores já estavam apalavrados e a soma dos valores atingiria o total da obra. O clube não desembolsaria nem um centavo.
A diretoria são-paulina estima em dois meses o prazo para se acertar com outra construtora e aprovar a obra no Conselho. É uma visão bem otimista, tendo em vista os fatos mais recentes. As brigas começaram no fim de dezembro, quando não houve quórum mínimo (75% dos conselheiros) para votarem a reforma.
Naquela ocasião, membros da oposição não entraram e houve troca de acusações. Eles reclamavam falta de transparência da situação na elaboração do contrato, que tem mais de mil cláusulas. Em janeiro, a diretoria colocou toda a papelada à disposição dos opositores, que criaram uma comissão para analisarem. O imbróglio permaneceu.
A situação estava se esforçando para aprovar a reforma em nova reunião do Conselho na primeira semana de fevereiro, mas já havia deixado claro que mudaria o estatuto se, mais uma vez, não obtivesse sucesso. O plano de Juvenal Juvêncio era reduzir para 50% o quórum necessário. Dessa forma, ele conseguiria aprovação apenas com conselheiros que o apoiam.
No pleito marcado para a segunda quinzena de abril, Carlos Miguel Aidar é o candidato da situação e Kalil Rocha Abdalla representa a chapa de oposição.
São Paulo procura nova construtora para fazer cobertura do Morumbi
Andrade Gutierrez anuncia desistência por conta das brigas políticas, mas cede projeto de sua autoria ao clube, que não desiste de aprovar obra no Conselho
Fonte Globo Esporte
28 de Janeiro de 2014
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