Direto da base: Pontos e consequências de uma eliminação. – Por João Paulo Gaspar

Fonte SPFC.Net

A recente eliminação na Taça São Paulo de futebol Junior, consegue facilmente acender as mais diversas reações e sensações das diferentes personalidades que torcem para o nosso querido tricolor. Há aqueles que esperam o título e não toleram qualquer jogo ruim e time sem atitude. Há os neutros e aqueles que sempre enxergam coisas positivas, por mais que o time não passe da primeira fase. Para uns não importa idade, grau de evolução, possível potencial e defeitos que podem ser corrigidos. Para outros os mais singelos atributos requerem citações. O mais importante, é tentarmos extrair o que surgiu de bom no atual certame e criticar o que pode ser melhorado, pois os investimentos devem sempre ser menores que o retorno. Mas já estamos nos anos em que “5 por anos iriam subir”, segundo o que foi planejado na criação do CFA de Cotia e que foi dito por dirigentes em 2008, 2009 e 2010.
Estamos em 2014, como podemos ver a recente eliminação e estamos mesmo perto desse número planejado?
Ponto fundamental: 80% dos jogadores inscritos na atual safra, ainda possuem 17 anos. Várias opções no banco tem 17 anos. Jogaram contra jogadores de 19 e 20 anos na sua maioria. O principal jogador do Galo, Carlos, já joga no sub20 há 3 anos. Acompanhei sua evolução e o tempo é fundamental para muitos garotos. Temos a melhor equipe sub17 do Brasil (ao lado do Fluminense) com certeza, mas para chegar aos 20, faltam três.
A grande maioria das gerações (geração de 94 e 95) que deveriam controlar a carruagem e auxiliar os mais jovens, não renderam o esperado e não foram inscritos no torneio, praticamente uma geração perdida. Os poucos que foram inscritos não tiveram muitas oportunidades e os que tiveram, pouco renderam. É importante citar que o Lucas Fernandes (guardem esse nome) tem 16 anos e é meia atacante de chegada e jogou com personalidade até de lateral.
As lesões durante a competição também foram determinantes para a queda de rendimento. Lembrando que não foi apenas o jogo do Galo que passamos dificuldades. Contra o Brasília já foi muito difícil. Mas a ausência do Auro foi a mais sentida. A saída de bola se ofuscou e o time ficou mais lento na transição, ficando mais fácil de ser marcado. As marcações dobraram pra cima do Boschilia (se acostumar com a marcação, determinará o grau de sua evolução), o que era obvio. Ewandro fez muita falta no jogo contra o Atlético e por mais que o Ty entrasse bem, não teve a sequência para crescer na competição e entrou logo na decisão, portanto acentuou ainda mais a falta do Ewandro. Felipe Araruna era o motorzinho do time ao lado do Hebling e foi outro que por lesão desfalcou muito o elenco.
Fiquei feliz com o aparecimento de uma forma mais “nacional” da dupla Ewandro e Boschilia e transformou ambos em atletas que treinam no time de cima. Auro também deve ser incluído, com o empréstimo de Caramelo. Lucas Silva, por mais que não tivesse tido tanto destaque dessa vez, já mostrou muita qualidade e continuará treinando na Barra Funda. Como já disse antes aqui, Hebling deve logo treinar por lá também e Felipe Araruna não deve demorar. Fiquei feliz também com o surgimento de um lateral esquerdo de oficio na base, depois de anos de improvisação.
O restante dos atletas terá um ano importantíssimo, de muito aprendizado na equipe sub20. Muitos dessa geração poderão ser profissionais. Restaram bons nomes, que tem boas perspectivas para subirem.
Acredito que a competição trouxe muita riqueza para vários aspirantes ao profissional. Aprenderam com dificuldades, com atletas de outras gerações, com estádios, transmissão ao vivo e uma competição comentada por todo país.
O ponto negativo, além da eliminação, foi Joanderson, que pouco jogou e quando jogou foi muito abaixo do esperado. É um jogador que deve ter um ano de altos e baixos em virtude da transição do juvenil para os juniores, mas que tem muito potencial e se tiver um bom primeiro ano logo de cara, pode também ter chance logo cedo nos profissionais.
Ah, e sobre o planejamento de subir 5 atletas por ano a partir de 2014, está se confirmando. Mesmo porque, outros ainda devem subir. Mas o que precisa mudar é a forma como está sendo feita essa transição, pois muitos atletas foram queimados justo nessa fase e isso será pauta para a próxima conversa.
Saio satisfeito de certa maneira. Gostaria do título, mas vejo de forma positiva essa participação, onde o importante sempre é revelar.
Saudações
João Paulo Gaspar
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