Bom Senso não tira férias e batalha por mais adesões no interior do País

Grupo que luta por melhores condições de trabalho para os jogadores quer o apoio dos atletas das Séries C e D do Brasileiro e vai virar uma associação

Fonte Estadão
A primeira reunião dos jogadores que integram o Bom Senso foi realizada no dia 30 de setembro, em São Paulo. Os atletas recebem o apoio técnico e acadêmico da Universidade do Futebol, representada pelo professor Eduardo Tega (sentado, no canto esquerdo)
SÃO PAULO - Quando Paulo André pegou o microfone para falar sobre o Bom Senso em um evento do Sindicato dos Atletas, uma voz soou forte no auditório, sem pedir licença. "O que vocês vão fazer pelo Nordeste?", perguntou o representante baiano, com o sotaque cantado. Calmo, o zagueiro do Corinthians respondeu: "A CBF nunca fez nada nos últimos 20 anos pelo Nordeste e você não reclamou. Nós temos poucos meses e você já está reclamando?" O diálogo curto, num debate recente em São Paulo sobre melhorias no futebol, sintetiza o presente, o passado e o futuro do Bom Senso, raro movimento de atletas e estudiosos que propõe melhorias profundas no futebol e, por isso, fez mundo da bola trepidar em 2013.
Primeiro, o presente. Paulo André reconhece que o sindicalista tem razão e disse, em entrevista exclusiva ao Estado, que sua principal missão é expandir as fronteiras para o interior do País, mobilizando os atletas das Séries C e D do Campeonato Brasileiro. Hoje, o Bom Senso conta com mil assinaturas de atletas das Séries A e B. A ideia é se aproximar dos mais de 15 mil jogadores profissionais no País. Esse é o foco do grupo, que não tirou férias para tentar crescer.
A primeira medida é a criação de um portal na internet, que deve ser lançado em janeiro, além de várias ações nas redes sociais. A ideia é facilitar a adesão dos jogadores e disseminar os ideais do movimento. Paralelamente, o Bom Senso vai continuar usando as novas tecnologias, como aplicativos de mensagens de texto via celular (WhatsApp) ou videoconferências via internet (Skype) para atrair seguidores.
A tecnologia não vai substituir o olho no olho. Nos primeiros meses de 2014, líderes do grupo pretendem colocar o pé na estrada e percorrer o interior do Brasil em busca de apoio. O principal argumento é o planejamento de um calendário para todos, inclusive os nanicos. Os organizadores querem mostrar que a discussão vai além dos 30 dias de férias, de um período adequado de pré-temporada e, somando tudo isso, da melhoria dos jogos. Vão dizer que o movimento está preocupado com os clubes que não têm competições o ano todo e, por isso, tornam-se deficitários.
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