Oposição do São Paulo explica posição sobre Morumbi e pede 'transparência'

Conselheiros oposicionistas não compareceram à reunião de aprovação dos contratos para as reformas do Morumbi e contribuíram para que não houvesse quórum suficiente no evento

Fonte Lancenet
Oposição é liderada por Kalil e Marco Aurélio (Foto: Divulgação)
A oposição do São Paulo emitiu uma nota oficial nesta quarta-feira esclarecendo o posicionamento do grupo na reunião do Conselho Deliberativo do clube de terça-feira. Para que pudesse ser votada a aprovação do projeto de modernização do Morumbi, 177 dos 235 conselheiros deveriam estar presentes, o que não aconteceu. Alguns oposicionistas ficaram do lado de fora e não compareceram à reunião.
De acordo com o #SPFCforte, nome dado à chapa liderada por Kalil Rocha Abdalla e Marco Aurélio Cunha, o motivo pelo qual se recusaram a votar o projeto passa pela não divulgação dos contratos na íntegra a todos os conselheiros. A oposição pede "transparência" na condução desses contratos de reformas e cobertura do Morumbi.
CONFIRA A NOTA OFICIAL:
"O #SPFCforte vem esclarecer aos sócios e torcedores os motivos que levaram o grupo a se abster da votação, ontem, no Conselho Deliberativo, para aprovação da obra de cobertura do Estádio do Morumbi.
Entendemos que a obra referida é a mais importante da história do clube desde a inauguração do Estádio e, por isso, merece total atenção para não seguirmos os recentes exemplos de desgaste na relação entre clube e construtora.
O #SPFCforte, formado por conselheiros vitalícios e eleitos, reconhece que essa é uma obra de suma importância para equiparar o Estádio às arenas modernas que virão.
Nosso ponto divergente tem total relação a um dos princípios que seguimos: a transparência.
Os conselheiros não tiveram acesso a algumas cláusulas de um contrato longo, dividido em quatro partes com mais de 1.200 páginas. Nosso candidato à presidência, Kalil Rocha Abdalla, solicitou por diversas vezes que o contrato fosse disponibilizado em sua totalidade, mas os situacionistas nos privaram desse direito, que por sua vez é soberano estatutariamente. Nosso corpo jurídico não teve acesso as tais “cláusulas de confidencialidade”, denominada assim pela situação, nem mesmo o Dr. Kalil Rocha Abdalla, ex-diretor jurídico do clube.
O que o grupo #SPFCforte fez ontem, foi se abster de votar porque o contrato não foi submetido ao Conselho Deliberativo. Basta verificar todas as atas para ver que não houve aprovação do Conselho Consultivo.
Queremos um São Paulo forte, pra isso temos que retomar a relevância, a autonomia e a soberania do Conselho Deliberativo nas discussões de interesse do clube.
Atenciosamente,
Grupo #SPFCforte"
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