Pato pode e precisa mudar. Depende apenas dele a forma como vai encarar a carreira.
Outros jogadores também já tiveram seus momentos de pouco comprometimento com a profissão e passaram a se comportar de maneira melhor.
Um deles, o do Atlético, virou o jogo de sua vida profissional, e o outro está fazendo o mesmo no São Paulo.
Ambos merecem chances na seleção brasileira.
Tratei disso na minha coluna do sábado passado no Lance!
Reproduzo a mesma neste post e lembro que escrevi o texto seis dias antes de Pato cobrar daquela maneira irresponsável o pênalti decisivo contra o Grêmio.
Felipão, eles merecem
Pato não joga bem há anos e foi convocado para a seleção.
O atacante, apesar de não fazer jus ao chamado, tem qualidade. Se encarar a profissão de outra maneira, poderá, um dia, vestir o manto pentacampeão do mundo sem envergonhar ou irritar sua exigente torcida.
Claro que é possível mudar.
Diego Tardelli e Ganso provam isso.
O atleticano, no começo da carreira, era o centroavante talentoso e muito displicente.
Participou de alguns episódios inadmissíveis.
No São Paulo, perdeu a decisão da Copinha para o Corinthians, quando atuou de forma desinteressada e saiu de campo supostamente machucado; na mesma noite compareceu à festa da comemoração do rival.
Em 2004, após a dramática desclassificação na semifinal da Libertadores, diante do Once Caldas, graças ao gol impedido de Agudelo no último minuto, presentou a mãe com a camisa do algoz.
Ingênua, ela decidiu ir ao jogo do Barbarense, contra a equipe do filho, usando o regalo.
Tardelli, no Galo, se transformou no atleta guerreiro, decisivo e versátil. Consegue executar competentemente qualquer função do sistema ofensivo no 4-2-3-1.
Não seria nenhum absurdo se Felipão o chamasse para o lugar de Lucas.
O boleiro do PSG é jovem e só vai desenvolver seu potencial quando sair da reserva da agremiação parisiense. Precisa jogar constantemente para evoluir.
Talvez o momento seja de Tardelli.
A questão de Ganso é diferente.
Se trata do atleta mais técnico que temos na posição.
Enfrentou lesões sérias e, teimoso, demorou até entender como necessitava se comportar com a bola rolando.
A recuperação física e a mudança de atitude fizeram seu futebol de alto nível, diferente e elegante reaparecer.
Caso Felipão tenha dúvidas sobre a grande evolução, basta contatar Muricy e pedir os gráficos com os números dos desarmes e passes do meia.
Testar o craque antes do Mundial é quase uma obrigação do treinador da seleção.
Pato precisa aprender com Ganso e Tardelli, que merecem seleção
Fonte UOL/Blog do Birner
25 de Outubro de 2013
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