Ceni com as sacolas do free shop: compras e descanso (Foto: Carlos Augusto Ferrari)
Será difícil tirar da cabeça dos jogadores do São Paulo a vitória sobre o Universidad Católica. Os 4 a 3, as defesas milagrosas de Rogério Ceni e os dois gols de Aloísio, durante duelo decisivo das oitavas de final da Copa Sul-Americana, na última quarta-feira, em Santiago (Chile), transformaram em alegria o sempre cansativo retorno para casa após um jogo internacional. Uma quinta-feira sonolenta, repleta olheiras, mas com o sorriso da classificação estampado na face.
O alívio pela vaga às quartas de final da Sul-Americana abriu os bolsos dos jogadores. Os 30 minutos de espera para o embarque em Santiago foram recheados de compras. Poucos passaram reto pelas lojas free shop (sem impostos) do aeroporto. Muitos não resistiram e se entregaram ao consumo. Sem economias.
Os heróis do dia anterior apostaram em um retorno perfumado. Rogério Ceni e Aloísio não pouparam dólares para adquirir as mais variadas fragrâncias internacionais. No comportamento, a diferença entre quem vibra com a chegada da boa fase e quem, aos 40 anos, não precisa se empolgar com uma exibição impressionante.
Com óculos de sol para esconder as poucas horas de sono, Aloísio andava de um lado para o outro como um desconhecido, consultava preços, cheirava embalagens e sorria. O tempo todo, como se ainda não acreditasse como tão rápido conseguiu mudar seu momento. Depois de 11 partidas sem marcar, fez três gols em dois jogos e foi decisivo para o Tricolor subir nas duas competições que ainda restam em 2013.
- Vamos gastar! – brincou o Boi Bandido.
Ceni era o oposto. Sereno, como de costume, fez suas compras tranquilamente em meio aos pedidos de autógrafos e fotos. Empolgação com a atuação de gala? Nenhuma. Talvez, apenas em casa, repousando com a esposa e as duas filhas, o ídolo tricolor consiga respirar e entender o espetáculo memorável que proporcionou aos incrédulos chilenos presentes no estádio San Carlos de Apoquindo.
O clima descontraído entre os atletas continuou no embarque. Boa parte dos atletas só foi reconhecida pelos outros passageiros em virtude do uniforme. Rogério, porém, foi notado. E como foi. A cada passo, novos pedidos de fotos e autógrafos. As mãos ocupadas, desta vez, por sacolas e malas atrapalharam os planos dos fãs.
- Podem ir lá ao fundo do avião que eu tiro depois – disse o capitão.
Sim, no fundo da aeronave, porque toda a delegação viajou de classe econômica. Até o falante Muricy Ramalho, envolvido em brincadeiras com a tripulação e o auxiliar Tata. A farra da “turma do fundão”, porém, durou pouco. Mesmo sem espaço para esticar as penas e os braços, os jogadores literalmente apagaram. O sono dos justos. Dos vitoriosos.
Compras, assédio e sono: a viagem do São Paulo após vitória heroica
Tricolores festejam classificação às quartas da Sul-Americana gastando no free shop e dormindo em praticamente todo o voo de Santiago a São Paulo
Fonte Globo Esporte
24 de Outubro de 2013
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