Dirigente do Vitória dispara contra o São Paulo e sugere boicote à Copinha

Epifânio Carneiro, diretor das categorias de base, acusa clube paulista de aliciamento

Fonte Estadão
São Paulo é acusado de aliciamento de atletas de base
SÃO PAULO - O diretor das categorias de base do Vitória, Epifânio Carneiro, criticou duramente o São Paulo em entrevista à Rádio Estadão por suposto aliciamento de jogadores de outros times. De acordo com o dirigente, o clube do Morumbi não tem respeitado um código de ética firmado em 2012 e, por conta disso, pelo menos dez grandes equipes do País estão dispostas a boicotar a próxima edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na mesma entrevista, Carneiro acusou o coordenador da seleção brasileira de futebol, Carlos Alberto Parreira, de preconceito contra jogadores do Nordeste.
Segundo Carneiro, em abril do ano passado uma reunião entre o então coordenador das categorias de base da seleção Ney Franco - hoje técnico do próprio Vitória - e representantes de diversos clubes do País estabeleceu um "código de ética" para a negociação com jogadores das categorias de base. "Na época o São Paulo participou da reunião, e o coordenador da base era o Renê Simões, um homem sério, competente. Mas quando o Renê deixou o São Paulo, eles começaram a atacar todos os clubes com o roubo de jogadores", acusou. "Nada contra essa grande instituição chamada São Paulo, que todo o Brasil e o mundo conhece, admira e respeita. Mas, infelizmente, seus atuais dirigentes não estão agindo conforme o acordo de ética que foi firmado."
O diretor disse que o Vitória não perdeu nenhum atleta para o tricolor paulista, mas apontou jogadores de outros clubes que teriam sido aliciados pelo São Paulo: "O Lucão da Ponte Preta, o Rodrigo do Bahia, o lateral-esquerdo do Corinthians, jogador da Portuguesa, do Grêmio Prudente e mais três jogadores no início do ano da Ponte Preta". Como forma de protesto, ainda segundo Carneiro, o São Paulo foi impedido de participar de três competições de base, incluindo o Brasileiro Sub-20 e a Taça BH. Agora, pelo menos dez clubes ameaçam boicotar a Copinha caso o time paulista participe da competição: América-MG, Atlético-MG, Botafogo, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Sport, Vasco e Vitória. Figueirense, Goiás e Corinthians ainda estão avaliando. "O movimento tende a crescer. Ou o São Paulo não participa da Copinha, ou senta e conversa."
Questionado sobre a forma com que o clube paulista estaria aliciando jogadores, Carneiro disse que homens ligados ao Tricolor agem em diversas partes do País. "Eles têm olheiros em todas as competições, vão diretamente nos jogadores, nas famílias dos jogadores, que são pessoas humildes, muito carentes. E se o clube chega oferecendo R$ 70 mil, R$ 80 mil, até R$ 300 mil reais, fica difícil de não aceitar, enquanto que o clube que está lá bancando o atleta às vezes há oito anos fica a ver navios."
PRECONCEITO
O dirigente baiano também criticou a CBF por mandar os treinos das seleções de base em Cotia, no CT das categorias de base do São Paulo. "Eles estão aproveitando os treinos em Cotia do Sub-15 para aliciar jogadores. É como levar a galinha para a raposa", comparou. Por fim, Carneiro criticou o coordenador da seleção principal, Carlos Alberto Parreira, por suposto preconceito contra jogadores que atuam em clubes do norte e nordeste do País.
"O senhor Parreira, um homem de tanto gabarito, falou que achava que a CBF não devia convocar atletas do Norte e Nordeste, apenas do Sul e Sudeste. Ficou uma tristeza muito grande. Uma das coisas mais terríveis hoje no mundo moderno é o preconceito", comentou Carneiro. "O seu Parreira deve lembrar que o Vitória ofereceu Dida, Vampeta, Júnior, grandes jogadores para a seleção brasileira. Atualmente tem Hulk e David Luiz, todos feitos no nordeste, no Vitória e no Bahia. Nos admira muito um homem do preparo do seu Parreira dizer uma coisa dessas. Isso nos deixa muito tristes."
Em agosto, Parreira admitiu em entrevista à Rádio CBN que havia conversado com Alexandre Gallo, técnico das seleções de base, sugerindo que ele desse preferência por atletas dos grandes clubes do País, como os do Sul e do Sudeste. "A gente não restringiu, 'só pode levar gente do Sul, Sudeste, ninguém do Norte'. Não houve esse tipo de aconselhamento, absolutamente, porque a gente trabalha em cima de talento, de qualidade técnica", disse na ocasião. Segundo ele, a preferência por jogadores desses clubes viria do fato de eles terem "formação melhor", por conta da estrutura oferecida aos jogadores.
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