‘Estranhei a escalação do Muricy, não deu resultado’, diz Caio Ribeiro

Comentarista acredita que as mudanças que o treinador fez no São Paulo, no jogo contra o Santos, prejudicaram o time

Fonte SPORTV
Caio Ribeiro acredita que Muricy Ramalho não escalou bem o time do São Paulo no jogo contra o Santos (Foto: Wagner Carmo / Agência Estado)
Após conquistar uma sequência de três vitórias no seu retorno ao clube do Morumbi, o técnico Muricy Ramalho já acumula três derrotas com o São Paulo. No jogo desta quarta-feira, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Tricolor perdeu para o Santos por 3 a 0 na Vila Belmiro. Para o comentarista Caio Ribeiro, as mudanças que o treinador fez para a partida prejudicaram o time e não deram resultado positivo.
- Claro que o Muricy é o menos culpado de tudo e chegou para tentar salvar o time, e a gente vê o carinho que os jogadores têm por ele e a confiança da torcida, mas estranhei a escalação de ontem, não entendo por que ele não colocou o Rodrigo Caio como zagueiro, porque ele, para mim, é, ao lado do Antonio Carlos, o melhor zagueiro. O Rodrigo Caio como volante é um jogador comum, é um bom jogador, mas que não acrescenta grande coisa no sistema de criação. Como zagueiro ele tem bom tempo de bola, não é afoito, sabe dar qualidade para a origem da jogada. Quando o treinador o coloca atrás, ele só mexe uma posição, coloca o Edson Silva. Mas ele mexeu em três posições, colocou o Douglas que não era titular, o Paulo Miranda de zagueiro, que vinha jogando com lateral, e o Edson Silva. Essas mudanças não deram resultado. Aí o São Paulo ficou com um homem a mais e voltou no segundo tempo com a mesma formação, sem substituições. O Wellington não tinha função no jogo de ontem, porque o Santos recuou e tinha que ter alguém para trabalhar a bola por trás, e esse homem não é o Wellington, poderia ser o Maicon, por exemplo. E poderia colocar mais um atacante para abrir o jogo e a defesa do Santos, e vir com uma proposta diferente. Então o São Paulo teve um dia muito infeliz ontem de todas as pessoas envolvidas, principalmente por parte dos jogadores, Ganso, Jadson, Luis Fabiano, Douglas, todos jogaram muito abaixo do esperado e do que a gente está acostumado - disse Caio.
Vencendo por 1 a 0, após cobrança de escanteio e gol de Edu Dracena, de cabeça, o Peixe teve um jogador expulso aos 42 minutos da partida. Alison deu carrinho por trás em Douglas e levou cartão vermelho do árbitro Ricardo Marques. No segundo tempo, o São Paulo voltou com um jogador a mais e o Santos adotou postura mais defensiva. Mesmo assim, o Tricolor não conseguiu chegar com perigo à área do adversário e o Alvinegro foi eficiente nos contra-ataques. Para o comentarista Wagner Vilaron, a diferença no número de jogadores em campo não repercutiu em nenhuma mudança no desempenho dos meninos da Vila.
- O Santos jogou com 10 jogadores como se tivesse 11 e o São Paulo jogou com 11 como se estivesse com oito. Em momento algum a expulsão atrapalhou. O que eu vi foi um São Paulo que em momento algum conseguiu usufruir da vantagem de ter um jogador a mais. Os três gols do Santos foram marcados dentro da área e os atletas estavam sozinhos, livre de marcação. O futebol que o São Paulo jogou e principalmente o seu setor defensivo, é para tirar o sono do Muricy – analisou Vilaron.

Mesmo com um jogador a menos, Santos ganha de 3 a 0 do time São Paulo de Muricy (Foto: Ivan Storti/Site Oficial do Santos)
Caio ainda criticou a atuação do elenco do Tricolor e elogiou os jogadores do Santos, exaltando o lateral Cicinho, que fez duas assistências na partida, com passes para os dois últimos gols do Peixe.
- Ontem se você fizer o exame, oito ou nove jogadores estavam com sintoma de dengue. O São Paulo foi um time muito apático, sem vibração, desorganizado, que entrou relaxado, e pegou um Santos sonhando com o G4, que impôs um ritmo desde o primeiro minuto e foi superior durante toda a partida. Quando você tem um jogador a mais e não cria nenhuma jogada, e o goleiro, no caso o Aranha, não tem que fazer nenhuma grande defesa, mostra a diferença entre as duas equipes na partida. Cicinho para mim foi o grande nome da partida, que fez os contra-ataques e criou as principais oportunidades. E o resumo do jogo é o gol de cabeça depois de três escanteios, três tentativas – concluiu Caio.
O resultado reaproxima o time da Vila Belmiro ao G-4 do Brasileirão, que agora ocupa a sexta posição, com 36 pontos, cinco atrás do Atlético-PR, que é o quarto colocado. Já o São Paulo chega mais perto da zona de rebaixamento, com 27 pontos e no 16º lugar. O time pode afundar para a zona da degola ainda nesta rodada, caso o Vasco vença o Internacional nesta quinta-feira.
Na 26ª rodada, o São Paulo recebe o Vitória, no Morumbi, às 21h do sábado. No domingo, o Santos encara a Portuguesa, às 18h30m, no Canindé.
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