O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, admitiu que errou ao escolher os técnicos do time após a demissão de Muricy Ramalho, em 2009. De acordo com o presidente, Ricardo Gomes, Paulo César Carpegiani, Adílson Batista, Émerson Leão, Ney Franco e Paulo Autuori não foram as melhores escolhas nos últimos anos.
"Não fomos tão felizes na escolha dos técnicos, isso é o que mais vai marcar. Fizemos um esforço enorme, conseguimos corrigir salários, aquelas comissões de cinco ou seis pessoas e as multas. Nisso fomos bem, mas a entidade não foi a mais feliz na escolha dos técnicos, isso é fato", reconheceu em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo".
Sobre a saída de Autuori, que teve só 25% de aproveitamento, o mandatário explicou: "As declarações, as posturas, havia uma repetição disso, a mesma ladainha, nada mudava. Sabia que precisava fazer algo e durante a madrugada me deu um estalo e pensei: ‘Vamos demitir o técnico’".
Segundo Juvenal Juvêncio, a recontratação de Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro pela equipe, daria um "choque" no elenco, além de ser uma peça-chave na possível reformulação do grupo na próxima temporada. As mudanças, inclusive, também foram confirmadas pelo advogado.
"Não conversei com o Muricy ainda, estou deixando ele deslanchar um pouco, entender melhor onde está mais fraco, quero saber da visão dele sozinho e depois vamos sentar e conversar para não termos os sustos deste ano. Precisamos dar uma reordenada nesse processo", receitou.
Confirmando que se surpreendeu negativamente com a fase tricolor em 2013, Juvenal Juvêncio só se esquivou das perguntas sobre o seu estado de saúde - recentemente, o Uol revelou que o presidente luta contra um câncer de próstata já há alguns anos.
No entanto, o mandatário garantiu que o quadro médico não preocupa. "Existe, mas ficam pensando: ‘Está na hora de matá-lo. Como não podemos matá-lo com faca, vamos fazer de outro jeito’. Esse negócio de próstata é algo natural: você tira, faz radioterapia e de dois em dois anos verifica se está tudo bem".
O problema, aliás, seria um dos principais responsáveis pela aceleração das eleições presidenciais do clube do Morumbi. Juvenal Juvêncio escolheu Carlos Miguel Aidar, uma espécie de padrinho político, como candidato a sucessor no processo eleitoral do ano que vem.
Com data marcada para deixar o comando são-paulino após sete anos, ele já definiu seu futuro. "Quero me afastar, mas não como aqueles que vão pescar e nunca mais voltam. Não vou comparecer ou dar palpites sobre técnicos e contratações. Serei um novo companheiro das reuniões, sem influência".
Juvenal Juvêncio promete reformulação tricolor em 2014
Juvenal Juvêncio admitiu que errou ao escolher os técnicos do time após a demissão de Muricy Ramalho, em 2009
Fonte Esporte Interativo
24 de Setembro de 2013
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