No embalo de Rivaldo, São Paulo acorda e vira sobre Linense
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No embalo de Rivaldo, São Paulo acorda e vira sobre Linense

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Rivaldo comemora seu primeiro gol com a camisa do São Paulo
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Sim, Rivaldo poderá o São Paulo. Ao menos é o que o novo camisa 10 do clube tricolor, em sua estreia, deixou transparecer. Nesta quinta-feira, no Morumbi, o reforço de 38 anos, ex-melhor do mundo, comandou uma virada por 3 a 2 diante do Linense. Além de fazer um belo gol, ele acordou a equipe com seu bom futebol e a vontade de mostrar que ainda é um grande jogador. O gol da virada saiu do pé esquerdo de Marlos e foi seguido, já nos instantes finais, de outro marcado por Rogério Ceni, de falta.

A vitória conquistada sob o embalo de Rivaldo recoloca o São Paulo em melhor posição no Campeonato Paulista. Agora, a equipe de Carpegiani está em quarto lugar da competição, com 12 pontos, atrás apenas de Palmeiras, Santos e Americana. O Linense está só dois lugares acima da zona de rebaixamento com cinco pontos.

A ótima estreia de Rivaldo

O Morumbi recebeu público acima da expectativa para o que seria um duelo de quinta-feira à noite, com tempo nublado, e contra o modesto Linense. Há uma explicação bem objetiva para isso, claro: a primeira partida de Rivaldo, 38 anos e rejuvenescido com o contrato e a ótima recepção dos são-paulinos. Da presidência até a arquibancada, inclusive.

O personagem principal da noite, deve ser dito, fez sua parte no primeiro tempo. Faltou mesmo foi um parceiro de equipe com a mesma inspiração. Em 45 minutos, Rivaldo passou uma mensagem de otimismo para a torcida. Se movimentou com intensidade e sempre esteve afim de jogo. Deu dois dribles desconcertantes, lançamentos e foi o homem de bolas paradas perigosas. Só não conseguiu mesmo aproximar um tímido São Paulo do gol.

Carpegiani modificou o 4-3-3 que utilizava até aqui, justamente, para acrescentar um homem de criação à equipe agora postada no sistema 4-2-3-1. Zé Vítor e Rodrigo Souto jogaram em dupla atrás de uma linha de três armadores: Ilsinho e Fernandinho ficaram abertos e receberam a companhia de Rivaldo, que jogou centralizado. Dagoberto novamente tentou sua sorte como centroavante. O Linense veio ao Morumbi com a mesma estratégia e designou a André Luís, o ponta esquerda, a missão de atormentar a vida de Jean.

Foi dos pés de André, aos 12min, que surgiu a primeira chance real de gol na partida. Em jogada pessoal, ele conduziu e bateu - a bola desviou e Rogério Ceni teve que trabalhar. O goleiro são-paulino voltou a aparecer bem já perto do intervalo. De forma surpreendente, o volante Marcus Vinícius chutou de muito longe e quase encobriu Ceni, que colocou para escanteio. O São Paulo, a rigor, não ameaçou Paulo Musse durante os primeiros 45 minutos.

Carpegiani elegeu Ilsinho para deixar a equipe no intervalo e tentou, mais uma vez, extrair um bom futebol de Marlos. Sem substituições, o Linense cresceu muito mais. Em seis minutos de jogo, balançou a rede duas vezes, mas uma delas não valeu. André Luís se aproveitou de bola mal rebatida após cruzamento da esquerda e mandou para o gol, mas a arbitragem assinalou impedimento. O lance foi duvidoso.

Nem deu tempo para o São Paulo tentar se reorganizar e saiu o gol - de verdade - do Linense. De novo a jogada começou pela esquerda e, ao tentar afastar, Miranda espanou. Eric viu um espaço aberto e soltou a bomba de direita, sem chances de defesa para Rogério Ceni.

O lance mexeu com o São Paulo, que aí sim se acendeu. E foi atrás da virada que começaria com a classe e a genialidade de Rivaldo. Dagoberto lançou bem e o personagem da noite mostrou talento: com uma matada na coxa, limpou o marcador de primeira e bateu por baixo de Paulo Musse aos 11min.

Carpegiani fez duas trocas consecutivas e partiu para um 3-4-3, acionando Luiz Eduardo e Fernandão. O São Paulo continuou em cima e conseguiu seu segundo gol novamente em grande estilo: com 18min, Marlos recolheu bola vencida na raça por Rodrigo Souto, colocou na frente e mandou um foguete de canhota. A bola foi no ângulo e Paulo Musse se esticou todo, mas não alcançou.

A desvantagem atraiu o Linense, que esboçou uma pressão e manteve o São Paulo na defesa. Mas, a partir de um rápido contragolpe, sairia o gol da tranquilidade. Em velocidade, o time da casa conseguiu falta bem perto da área. Rogério Ceni cobrou com precisão cirúrgica, na gaveta. Foi o de número 95 na carreira e o primeiro dessa forma desde 29 de agosto de 2010, contra o Fluminense. Em suas contas, o clube considera que Ceni tem 97 gols.

Ficha Técnica:

São Paulo 3 x 2 Linense

Gols

São Paulo: Rivaldo, aos 11min, Marlos, aos 18min, e Rogério Ceni, aos 39min do segundo tempo
Linense: Erich, aos 6min, e Alessandro Cambalhota, aos 47min do segundo tempo

São Paulo: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Miranda e Juan (Luiz Eduardo); Zé Vítor (Fernandão) e Rodrigo Souto; Ilsinho (Marlos), Rivaldo e Fernandinho; Dagoberto
Treinador: Paulo César Carpegiani

Linense: Paulo Musse; Eric, Marcelo, Bruno Quadros e Tarracha (Gilsinho); Marcus Vinícius e Rocha; Marcelo Santos, Léo Costa (Alessandro Cambalhota) e André Luiz (Leandro Love); Fausto
Treinador: Vílson Tadei

Cartões amarelos
São Paulo: Rivaldo
Linense: Eric, Rocha, Bruno Quadros

Árbitro
Mílton Etsuo Ballerini (SP)

Local
Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP) Público e renda:
14.483 pagantes/R$ 347.710,13
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Comentários (2)

3/2/2011 21:40:53 doomeddevil

Rivaldo ñ joga, humilha!!!
Todo clube tem um goleiro, o nosso soberano tem o Rogério!!!

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