Olhem o que o Cosme Rimoli postou sobre o jogo de ontem, é interessante !
Para salvar Jadson e Luís Fabiano, Leão matou Lucas.
Na virada justa do São Paulo diante da Portuguesa, três pontos importantes.
O primeiro foi a grande atuação de Jadson.
Leão parece ter finalmente ouvido Milton Cruz.
O treinador já aprendeu que ele é destro e não canhoto como pensava.
E mostrou hoje que também foi aconselhado a deixá-lo atuar onde rende.
Perto de Luís Fabiano e Cortez.
Com sua movimentação em diagonal da direita para a esquerda é que ele rende.
E não tendo de marcar ala e volante adversário.
As pernas curtas de Jadson não são para isso.
A semana que o meia de R$ 9 milhões ficou treinando não foi boa para ele.
Foi ótima para Leão descobrir a pólvora.
O aposentado treinador o deixou atuar onde é mais produtivo.
Nem vale a pena insistir em um ponto inaceitável.
O desmanche que a diretoria da Portuguesa fez no Barcelusa.
O excelente time do final de 2011 virou uma piada.
Jorginho precisa esmurrar a mesa e fazer o presidente Manuel da Lupa dançar um fado.
Se mantiver o elenco fraquíssimo, a equipe nem deveria disputar a Série A do Brasileiro.
Volta direto para a B, não faz ninguém perder tempo.
Ele gritava para a marcação, não dar espaço para Jadson.
Mas o meia esperto soube se livrar sem trabalho de Guilherme.
Tanto que empatou o jogo chutando livre de fora da área.
E ainda serviu, como quis, Luís Fabiano no gol da virada.
O meia reverteu as vaias que surgiram das arquibancadas quando a Portuguesa saiu na frente.
Dois minutos antes, Ricardo Jesus havia marcado.
Aos cinco minutos do segundo tempo, o São Paulo empatou.
E depois, aos 27, o pequenino meia deu ótimo passe para Luís Fabiano.
Ele deu um corte seco e bateu forte, a bola desviou em Renato e entrou.
Jadson foi fundamental à vítória são-paulina.
"Confiança é tudo para o jogador.
Era o que eu estava precisando", desabafou Jadson, feliz por jogar como meia.
E não como segundo volante como Leão o estava escalando.
O segundo ponto importante foi Luís Fabiano.
Ele desempenhou o papel que se espera de um artilheiro veterano.
Além do gol que decidiu a partida, ele comandou o time.
Animou os jogadores, peitou o árbitro, xingou, cobrou.
Foi mais do que o atacante que fica apenas pedindo bola.
Deu o passo adiante na carreira.
A sua experiência foi decisiva.
Mesmo nos momentos que a Portuguesa dava a impressão que iria complica o jogo...
As várias conversas que teve com Jadson, Cortêz, Denílson e Rodholfo deram resultado.
Ainda buscando um melhor ritmo de jogo, o atacante foi um treinador no gramado.
Mostrou que o tempo que passou na Europa o amadureceram.
Mas o ambiente não poderia ser só de felicidade.
Com Leão nunca é.
O ponto negativo foi o que ele fez com Lucas.
Após o péssimo jogo contra o Independente do Pará, o meia não suportou as cobranças do treinador.
E descontou a frustração no twitter.
Escreveu que não sabia se prendia ou soltava bola, já que sempre era criticado.
O recado era para Leão.
Quando a adrenalina do jogador baixou, ele percebeu o pecado que cometera.
Filho de militares, Leão pensa que leva a vida em um quartel.
Não admite insubordinação.
Por isso que teve tantos problemas na carreira, na vida.
Seu caso é para psicólogo talentoso.
O que ele fez com Lucas?
Primeiro disse que o seu universo era pequeno porque corria com a cabeça baixa.
Situação que combina com um jogador sem neurônios.
Depois o colocou hoje para atuar como um ponta direita.
Do jeito que ele menos rende.
E que mais detesta atuar.
Com uma faixa delimitada de jogo, ele foi um desastre.
E deu sua resposta ao técnico.
Não forçou jogadas individuas, dribles em velocidade, sua marca registrada.
Se limitou a tocar a bola para quem estava mais perto.
Ou seja: os dois trabalharam por seus egos e contra o São Paulo.
"A vitória disfarça tudo, até traição de esposa", já disse Cruyff.
Juvenal e os dirigentes comemoram a virada.
Jadson e Luís Fabiano merecem toda a festa.
Mas que ninguém se esqueça de Lucas e de Leão.
Cada dia que passa o jovem meia está mais disposto a ir embora do Brasil...
Só para ficar o mais longe possível desse técnico.
Lucas não seria o primeiro....
Leão adora desperdiçar jogadores talentosos por onde passa...
http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/2012/03/11/jadson-e-luis-fabiano-salvaram-o-sao-paulo-ja-leao-e-lucas-travaram-um-duelo-de-egos-o-jovem-jogador-ja-nao-suporta-o-treinador/
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