Futebol atual: A direção é dos volantes Volantes o segredo do futebol atual
Em qualquer época, em qualquer time sempre foi muito bom ter um talentoso meia, pensador e articulador de jogadas. Também foi maravilhoso ter uma forte defesa, jogadores altos, de boa recuperação na corrida, com garra e que sabem sair jogando. Da mesma forma, foi desejável um ataque matador, com a combinação de jogadores velozes e dribladores com um artilheiro oportunista e com faro de gol na área. Desde que me conheço por gente foi assim. Porém hoje o futebol mudou. Devido à evolução da preparação física, os espaços livres no campo praticamente acabaram, e assim fica mais fácil para os jogadores carrapatos e com bom pulmão, anularem estas armas ofensivas, tão glorificadas no passado. Se prestarmos atenção no sucesso dos times mais recentemente, vamos perceber que uma importante peça se adaptou a realidade e faz toda a diferença. Exemplos: São Paulo campeão de 2005, os últimos times do Corinthians e o próprio Barcelona. São os volantes. Quando o time tem volantes mordedores, que adiantam a marcação e às vezes aparecem até ameaçando os zagueiros adversários, dificulta muito a saída de bola alheia. E se a mesma for roubada, todo o inimigo vai estar aberto, a espera do passe, e é bem nesse momento que se fabrica o espaço para o talento dos meias e atacantes. Não há mais alternativas. Mineiro, Josué, Christian, Elias, Paulinho, Xavi, Iniesta, Fábregas. Peças fundamentais. Imaginem os laterais abertos, os adversários fugindo da marcação, procurando servir de opção de passe. Não existe nenhuma estratégia para combater volantes assim. A Prova que quando os tínhamos, ficamos cinco anos sem perder para o Corinthians e, quando era eles que os tinham, devolveram para nós o tabu. E também está fora de moda essa história de primeiro e segundo volante, volante de contenção e etc... Os volantes têm que trabalhar como
os antigos laterais, quando um ataque o outro fica, mesmo porque, os dois têm que saber marcar mordendo e também sair jogando quando preciso.
Em 2011, o nosso tricolor só teve volantes cercadores: Jean, Denilson, Cícero, Casemiro, Wellington, o mais mordedor era o Paraíba, porém seus dentinhos de leite não surtiram tanto efeito. Teve vezes em que eu pensei comigo mesmo: “Que saudades do pé de anzol que o Mineiro tinha!” Lembram? Claro que esta predisposição tática, de avançar a marcação, tem que vir da iniciativa do técnico. E eu acredito que o Leão vai implantar isso no ano de 2012. O Fabrício é um jogador que pode fazer esta função. Porém não vejo mais ninguém no elenco que se encaixe.
Diretoria. Esteja atenta para essa nova ordem mundial. Afinal, quem dá o caminho, são os volantes!
Abraços Soberanos!
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