Leão dá duas horas de treino, faz elenco pagar 'castigo' e diverte grupo
Treinador comandou trabalho de finalizações e os atletas que mais erraram foram obrigados a fazer dez polichinelos. Marlos foi o atleta que mais sofreu
Trabalho, muito trabalho. Emerson Leão não deu moleza para os jogadores do São Paulo na manhã desta terça-feira. Apesar de a próxima partida ser apenas no sábado, contra o Bahia, em Pituaçu, o técnico comandou um treino de duas horas em um dos campos do CT da Barra Funda. A ênfase principal foi a finalização ao gol, que tem sido a principal deficiência da equipe no Campeonato Brasileiro. A equipe não balanças as redes adversárias há três partidas (Coritiba e Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, e Libertad, pela Copa Sul-Americana).
Enquanto o auxiliar Fernando Leão treinou com os defensores, o treinador reuniu os seguintes jogadores sob seu comando:
Piris, Wellington, Carlinhos Paraíba, Marlos, Lucas, Henrique, Willian José, Rivaldo, Cícero, Jean, Denilson e Fernandinho. Foi aí começaram as várias etapas do treinamento.
Na primeira, ele formou um trio de atacantes contra dois defensores. Cada atleta ofensivo podia dar apenas dois toques na bola e objetivo era marcar o maior número de gols possível.
Passada essa fase, ele levou todos os atletas para o lado esquerdo do campo e todos tinham que finalizar com o pé direito, independente de serem destros ou não.
É muito importante terminar o treino com alegria. E foi o que nós sentimos hoje"
Emerson Leão
Foi aí que Leão começou a pegar no pé dos atletas. A cada erro na finalização, ele chamava o atleta e mostrava o jeito certo de bater na bola. Quem errava novamente, era obrigado a pagar um castigo, que consistia em dez polichinelos.
Marlos, Fernandinho, Lucas, Dagoberto e Rivaldo sofreram com as reclamações do treinador.
Depois, todos foram levados para o lado direito do campo para finalizarem com a perna esquerda. Na última etapa, Leão jogava a bola para cima e o chute tinha de ocorrer de primeira.
Marlos foi o atleta que mais errou e que, consequentemente, teve de pagar mais punições. No fim, após duas horas, todos ainda fizeram alongamento antes de deixar o gramado.
Uma coisa já pode ser notada com a chegada de Leão: o time está treinando com muito mais alegria. A cada punição cumprida por algum atleta, as risadas tomavam conta do grupo, o que foi visto de maneira muito positiva pelo treinador são-paulino.
- É muito importante você terminar o treino com alegria. E foi isso que nós sentimos hoje (terça-feira). Às vezes faço um tímido ser mais notado no grupo, aí eu uso isso aí (polichinelo). Os mais inteligentes pagam menos (risos).
Fiquei com os atacantes e meu auxiliar com a defesa. Vou ensinando os detalhes ao jogador. A repetição junto com este fundamento dá uma confiança maior para bater na bola - ressaltou o técnico.
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