O tricolor tem um time ruim
Nos últimos tempos eu tenho me pegado com frequência frequentando este site, algo que eu tinha prometido parar de fazer. A maioria das matérias jornalísticas é apenas uma coleção do publicado originalmente em outros lugares e o pouco de origem própria é factualmente incorreto, impreciso, repetitivo e mal escrito.
Sobrariam os frequentadores, os quais, em sua maioria, destilam apenas preconceitos e desconhecimento histórico e futebolístico. A cultura futebolística parece vindo das mesas redondas de pior qualidade possível e a memória não alcança sequer o fim de 2017.
Atualmente, os jogos do SPFC só são assistíveis dentro da realidade do futebol brasileiro, abstraindo-se o que se toma por futebol competitivo no resto do mundo. Nesse contexto, o parco desempenho de Aguirre (3 vitórias, 5 empates e 3 derrotas) até agora TEM QUE ser sopesado com o que era apresentado antes dele. Ler que o SPFC tem um bom time, para um clube que passou o segundo semestre disputando uma única competição lutando para não ser rebaixado beira as raias da inconsequência. O mesmo plantel recebeu uma adição (Éverton) de certa qualidade no contexto nacional e duas saídas (Hernanes e Pratto) cujos substitutos se revelaram de pior qualidade e incapazes de executar suas funções da mesma maneira
Jean foi um monumental desperdício de dinheiro e já provou isso no campeonato paulista, Valdívia é o mesmo jogador rápido, habilidoso e fisicamente frágil. Raciocínios semelhantes podem ser desenvolvidos para todos os jogadores que chegaram, a realidade sendo que, sem perspectivas de protagonismo no início da temporada, o clube não atraiu jogadores de qualidade e decisivos.
Resta o técnico e seu esquema tático. Para um clube que elegeu em 2017 um ídolo inexperiente (R. Ceni) para a função no primeiro semestre e trocou por um treinador incapaz de fornecer os resultados esperados (Dorival Jr.), impressionou negativamente a manutenção do último no início do ano. Claro que, com as mesmas peças (elenco), executando a mesma função (tática) se obteria os mesmos resultados (campanha pífia na fase de classificação do Paulista) nas mãos do mesmo executor (Dorival Jr.). Futebol pode ter alguns resultados aparentemente ilógicos, mas não a sua totalidade.
É aí que entra Aguirre. De cara, manteve a escalação e o sistema tático de Dorival, colhendo o mesmo resultado (S. Caetano 1 x SPFC 0). A partir daí mudou, conseguindo um resultado improvável no jogo seguinte e uma vitória em casa contra seu maior rival, que estava absolutamente fora de qualquer previsão
Aguirre é cauteloso e cuidadoso (ou retranqueiro e defensivista, se quiserem). Na sua passagem pelo Galo em 2016, foi desclassificado por Bauza que tinha um time qualitativamente pior. O que alguns parecem esquecer é que Bauza ganhou por 1x0 no Morumbi e PERDEU o por 2x1 no Horto, se classificando apenas pelo gol fora de casa. Ou se quiserem , que o SPFC de Muricy deu vexame ao perder do Cruzeiro (campeão nacional em 2014) por 1x0 no Mineirão, omitindo (ou desconhecendo, o que é pior) que o SPFC bateu a Raposa pelos mesmos 1x0 em casa.
A reconstrução do SPFC depois da passagem do apocalipse Carlos Miguel Aidar vai demorar. Não será mais breve, nem menos sofrida, com mudanças súbitas e inexplicáveis de planejamento, não importam os ataques histéricos de uma meia dúzia de torcedores aparentemente incapazes de perceber a realidade
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