Dorival 2018
Torcedor é paixão. Porém eu possa ser o único na contramão em afirmar que Dorival não é o principal responsável pelo atual rendimento da equipe. Pra chegar a tal ponto, analisei umas atitudes dele de quando ele é exigido. Naquela hora que é o treinador que tem que dar a cartada.
1. Incoerência em escolher substitutos: Araruna no lugar do Militão. Por motivos técnicos não optou por Buffarini, Ok! Também não tem como defender o argentino, devido suas atuações. Mas Araruna não tem 10% da característica do Militão. Estatura, vigor físico, velocidade, cobertura...Tudo isso que Militão tem, Araruna não tem. Substituto do Cueva: Shaylon? Outro embate de características diferentes. Thomaz ou Fernandes parecem mais com nosso 10. (Não em qualidade, óbvio. Características).
2. Substituições em hora errada: Contra a Chape fez certinho tirando Araruna e colocando Fernandes. Porém ficou com três meias parecidos no time. De toque e que não infiltram muito. Shaylon, Fernandes e Hernanes é time pra segurar placar e não virar. Chape naquele momento já havia abdicado de atacar. Logo, jogando em casa, atrás no placar e com adversário todo atrás, achei que faltou atitude do treinador. Atitude que ele foi ter após o Shaylon que deveria ter saído, pois não estava bem e já tinhamos dois meias no time, perde a bola e dar contra ataque pro segundo gol. Só aí Dorival fez o que já era pra ter feito. Tirar o garoto e colocar um atacante pra incomodar os zagueiros da Chapecoense que estavam engolindo Pratto e sua solidão. Gilberto entrou e consegui ouvir o nome do Pratto na narração, pois os zagueiros agora tinham duas preocupações.
Enfim, desde que essa equipe foi montada em Agosto, sempre elogiei as peças. Alguns passaram por maus bocadas como Caio, Cueva, Jucilei e Pratto. Mas qualidade nunca faltou. Sim, era previsivel que aquele time que tinha já o melhor jogador em atividade no país na equipe, entrosando iria decolar, como aconteceu. Eu dizia: Um meio campo com Jucilei, Petros, Hernanes e Cueva. Uma dupla de zaga de seleção, quando engrenar já era. E é nisso que acredito, o time rende hoje o que suas peças condizem. Tanto que bastou perdermos Cueva pro time tropeçar em sua subida.
Não serei injusto em apenas criticar nosso treinador, pois ele tem um time, mas não um elenco. Isso pesa muito na hora de pensar nas substituições. Mas mesmo assim não abafa o fato de ele vir se atrapalhando na hora que precisa do seu dedo nas partidas. É como um amigo santista me disse: Dorival sabe montar times competitivos mas peca na hora de substituir.
Aí me perguntam: Deixaria Dorival para 2018? Sim, eu deixaria. Mas daria mais opções a ele no elenco. Pois gostaria de vê-lo melhorando seu rendimento no banco de reservas, com mais opções.
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