Política de vendas de promessas da base
Constantemente, há críticas ao fato de a diretoria vender alguma promessa, ou q o valor foi baixo, etc Contrariamente, ainda q ocorram eventuais equívocos, o q é normal, acho q a política de vendas de promessas do SPFC é uma das mais bsm pensadas Examinemos alguns aspectos no caso específico do SPFC:
1. Orçamento do clube - notoriamente, dos 3 grandes da capital, o SPFC é aquele q tem o patrocínio de menor valor - aliás, acentuadamente de menor valor. Assim, e considerando a necessidade de contratação de reforços, surge a necessidade de aumento na arrecadação, inclusive para manter uma equipe competitiva, em condições de disputar títulos. Ora, a única forma de arrecadar é vendendo atletas e, não sejamos ingênuos, as equipes européias não querem o Hernanes com 32 anos ( salvo em fim de contrato e em situações excepcionais. Eles querem os garotos;
2. Confirmação da promessa - essa é a questão principal. É fácil dizer q eu sabia q tal garoto seria um craque, depois q ele se consagra. Mas, antes de 21 anos, é difícil fazer essa aposta com certeza de ganho. Ex: Leandro, meia q o SPFC emprestou do Benfica e q participou da delegação q foi a Tóquio em 2005, quatro anos antes foi considerado o melhor sub 20 do mundo, tendo Diego como reserva na Seleção Brasileira. Virou nada; Lulinha foi visto como um fenômeno com 17 anos, parecia um novo Maradona. Virou nada e os travecos q poderiam ter se enchido de dinheiro (havia proposta de todo canto da Europa, inclusive do Manchester United), ficaram sem nada; no SPFC, há vários exemplos emblemáticos: Sergio Motta, Lucas Gaucho (artilheiro da Copa SP de 2010), Henrique (melhor sub 20 do mundo em 2012, num time q tinha Lucas, Casemiro, Oscar e Philipe Coutinho, e hoje está no Coritiba), Sidnei (PE dos menudos, convocado por Telê para o Mundial de 86 - surgiu em 84 e desapareceu em 87), etc., etc.
3. Valor do negócio - esse é o momento crucial, pois cabe ao dirigente ponderar, a um só tempo, possibilidade do atleta confirmar suas qualidades, obter o maior valor possível na transação, comprometimento do atleta com sua carreira no SPFC, ambição financeira do atleta, interesses familiares na transferência, qualidade e potencial do garoto da faixa etária inferior q o sucederá (ex: creio ter pesado, nas vendas de Inácio, Lyanco, D. Neres e L. Araujo as perspectivas deJr. Tavares, Militão, Cipriano e Caique);
4. Contratos das promessas - o SPFC tem um quadro escalonado de remuneração dos atletas, q recebem remuneração semelhante, havendo reajuste em caso de titularidade, convocação para a seleção, etc, mas,
ainda assim, sofre pressões de empresários e familiares dos atletas com propostas superiores q, se atendidas, podem provocar sérios problemas internos no grupo. Ainda, há constantes reclamos por percentual dos direitos federativos. Veja-s e o caso dos travecos ekm q os garotos vendidos, raramente, deixam mais de 505 com o clube. Ocorresse isso com o SPFC e haveria insultos alucinados aos dirigentes neste espaço. Num exemplo clássico de transação bem feita temos D. Neres em q o SPFC reteve 25% dos direitos numa futura transferência, o q poderá representar importância maior do q os 75% vendidos para o Ajax.
Enfim, embora o ideal fosse manter todas as jóias no time, tal é utópico. Basta ver o caso de Gabriel Jesus, em q as peppas foram compelidas a vendê-lo por preço medíocre, considerando q era titular da seleção principal e tinha 19 anos e q o clube estava abarrotado de dinheiro da patrocinadora principal. Por isso, em relação às vendas efetuadas em 2017, não recrimino a diretoria, pq além de nos darem o indispensável equilíbrio financeiro, possibilitaram as contratações de Pratto e Petros. Ademais, à exceção de D. Neres, q era uma estrela da base em sua geração (junto com L. Fernandes), os demais eram perfeitamente substituíveis: Lyanco por Militão (q lhe é superior) e L. Araujo (Marcos Guilherme ou Cuevas).
Lamento apenas q não tenham conseguido vender Jr. Tavares.
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