Gol de Calleri. Time de Bauza (Blog do Lédio Carmona)
Galera, leiam o texto abaixo do Blog do Lédio Carmona, comentarista do Sportv... Análise ótima.
"A parte mais difícil do calendário para quem é comentarista, blogueiro ou mesmo palpiteiro é o início do ano. Cada partida, uma armadilha. Pelo simples fato de que a tentação de cravar diagnósticos prever o futuro próximo (ou distante) e até adivinhar o próximo passo é bem grande. Mais do que nunca na vida do jornalista, olhar os dois lados é fundamental. Nesse rastro, é preciso levar em conta que o Cesar Vallejo tem um time fraquíssimo para analisar a estreia do São Paulo na Libertadores. Registrado o importante detalhe, separemos o joio do trigo, no caso, o resultado do desempenho. E para alimentar a esperança tricolor, a atuação do time de Edgardo Bauza foi muito melhor do que o placar final de 1 a 1. Nesse começo de temporada, é muito melhor empatar jogando bem do que ganhar sem convencer.
O semblante tranquilo de Edgardo Bauza no desembarque em São Paulo corrobora com a tese. Ele sabe que o time foi bem. Que jogou contra um pequeno e soube se comportar como grande. Que em nenhum momento se impregnou da preguiça de 2015. Que teve duas bolas na trave e um gol de Alan Kardec, erradamente ignorado pelo árbitro – aos 10 minutos do primeiro tempo, a partida certamente teria outro tom. E que raramente correu riscos, mesmo com o Cesar Vallejo abrindo o placar, com um chute inacreditável de Hohberg – daqueles que ele nunca mais acertará. Azar de Denis, sem culpa alguma.
Se a cornetagem de plantão permitir, Edgardo Bauza acertará o São Paulo. Seus times são organizados. Não são o Barcelona, o Real Madrid, nem o Bayern de Munique. Não será avassalador como o Galo, campeão da Libertadores. Nem clássico, como o Cruzeiro, bicampeão brasileiro. Mas terá segurança, pragmatismo, eficiência e organização. A imagem clássica dos times de Bauza lembra o São Paulo do tri, de Muricy; o Grêmio, de Roger Machado; e seus LDU e San Lorenzo, clubes grandes com elencos médios no papel, mas que ganharam a Libertadores no planejamento tático e na segurança defensiva e eficácia ofensiva.
Bauza sabe que falta um zagueiro. Precisa de mais um meia. Parece perder tempo com Centurión. Mas já apresentou Calleri, solto e sem sentir o peso da estreia. Está disposto a recuperar Ganso e acerta ao demonstrar confiança no futebol (ainda irregular) do promissor Thiago Mendes.
O que menos importou, em Trujillo, foi o resultado. O crucial é a marca de Bauza já encaminhada no São Paulo. Em menos de um mês, o time saiu da prostração, versão 2015, para uma postura dominadora em terras inimigas. Parece pouco, quando a frase vem junta com o resultado, mas já muito. Melhor do que sentar em resultados mentirosos e fingir que está tudo nos conformes."
Link: http://sportv.globo.com/site/blogs/especial-blog/jogos-que-eu-vi/post/gol-de-calleri-time-de-bauza.html
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