SPFC 2016 Ponderações- Jorge Linhaça
SPFC 2016- Ponderações- Jorge Linhaça
Que o trabalho da diretoria vem sendo surpreendente pelo lado positivo, creio que não haja dúvidas, ao menos para os que procuram ir além da obviedade dos resultados imediatistas.
Bauza conseguiu, ao menos em parte, até aqui, imprimir uma dinâmica de jogo mais pegado, com jogadores procurando fechar mais os espaços. Claro que ainda há o que aperfeiçoar, afinal foi apenas um jogo amistoso, mas já se vê o que temos cobrado aqui, uma outra atitude por parte dos jogadores.
Analisando mais friamente, nem podemos dizer que o time titular estreou, pois, dos novos contratados apenas Mena entrou em campo, e bem, na sua função de defender.
Com a entrada de Lugano e Calleri algumas peças serão mudadas no time, inclusive no que diz respeito ao posicionamento, ainda se espera que venham Buffarini e talvez um volante de contenção. Kieza também deve ganhar oportunidades ao longo da temporada. Enfim, há muito para ser feito e visto daqui por diante.
Tanto Bauza quanto a diretoria estão trabalhando sério, o que já é um sinal de que as coisas tendem a mudar para melhor. Títulos? Claro que vamos em busca de conquistá-los, não poderia ser de outra forma, no entanto é preciso ter calma para não incorrermos no erro de cobranças prematuras.
Uma coisa que parece passar despercebida neste momento é que, no meio do ano, teremos outra janela de negociações e a possibilidade de perder um ou mais jogadores diante de propostas “irrecusáveis”. Creio que por isso, também, a diretoria tem focado em contratações pontuais até mesmo para setores onde a torcida não vê grande prioridade. No futebol de hoje, mais do que nunca, é preciso estar preparado para repor alguma peça sem grandes traumas.
A QUASE certa chegada de Calleri demonstra bem essa preocupação. Vejo algumas críticas em relação à sua contratação por apenas 6 meses, no entanto acho que é uma boa jogada do tricolor. Como o jogador “ não nos pertence” e deve ser um dos destaques do time, saímos ganhando não apenas no sentido de ter um jogador que deve produzir e chegar a ser “protagonista” da equipe, como desviamos o foco de jogadores de nosso elenco, em relação à avidez de outros mercados. Considero ser melhor que um jogador “nosso” seja visto como coadjuvante até o meio do ano do que correr o risco de perder uma peça importante para o resto da temporada e ficarmos a ver navios em um momento decisivo das competições.
Essa passagem de Calleri será boa para dar tempo a outros jogadores de trabalhar “em silêncio” e longe dos holofotes para estarem melhor preparados quando forem necessários.
Estamos em um caminho que me parece correto neste momento, indo um passo de cada vez e projetando probabilidades futuras.
Enfim, remontar uma equipe não é tão fácil no mundo real, existem “N” fatores que interferem ao longo do tempo. Minimizar os riscos é a coisa mais inteligente a se fazer.
Saudações tricolores.
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