Andrés Sanchez x Fernando Haddad
Começei a repensar a imagem que tenho do nosso prefeito. Dependendo do que vier acontecer posso até votar nele na próxima eleição. Depende dele fazer o que é certo ou se dobrar à vontade do "padrinho" do partido. Por enquanto está indo bem. Segue o texto abaixo, reproduzido da coluna do Vitor Birner no UOL.
De Vitor Birner
Andrés Sanchez, após ser eleito deputado federal, foi com um executivo da Odebrecht ao gabinete de Fernando Haddad.
Do lado de fora da sala do prefeito foi possível ouvir uma discussão em altos brados.
Logo depois, o ex-presidente do Corinthians saiu de lá irritado, esbravejando contra o primeiro mandatário da capital paulista.
A razão da briga ficou óbvia faz poucos dias.
O clube divulgou nota oficial acusando Haddad de não ter emitido os Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento, no valor de cerca de R$ 400 milhões, para ajudar no pagamento da Arena em Itaquera. Por isso, o Alvinegro contraiu débitos de R$ 80 milhões com instituições privadas.
Eles provocam “uma elevação insustentável da dívida do clube, em função do pagamento dos juros dos empréstimos bancários contraídos para que a Arena ficasse pronta a tempo e de acordo com as exigências da Fifa”, tal qual ipsis litteris a comunicação corintiana argumentou.
O torcedor de qualquer time brasileiro conhece o absurdo custo da grana, se não houver as raras regalias que nunca são gratuitas, cedida temporariamente por bancos.
O prefeito negou; afirmou ter emitido os CIDs e que não apareceram interessados em adquiri-los.
Andrés parece o mais forte nesta queda de braço.
É muito próximo de Lula, ainda o principal nome petista, e foi o deputado mais votado do partido.
Haddad, na última pesquisa do Datafolha divulgada neste mês, teve aprovação de apenas 20% dos paulistanos e rejeição de 44% (cresceu 16% a turma insatisfeita, provavelmente por causa do aumento da tarifa de ônibus. A margem de erro é de 2% ).
O mandato do prefeito terminará no próximo ano. Se pretende ser reeleito, precisará de apoio do PT.
Andrés tem influência para interferir. Pode ajudá-lo ou atrapalhá-lo.
Talvez ‘obrigue’ o ‘companheiro’ a optar entre a própria ética administrativa e a carreira política ou, quem sabe, a tomar a iniciativa de trocar de sigla.
OBS: O post é a reprodução de minha coluna, publicada aos sábados, no L!
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