Muricy, Aidar, MInelli: Manutençao da Base, continuidade do trabalho, polivalencia e jogadores altos
Política à parte, a saída de Juvenal Juvencio, foi muito benéfica para o Sâo Paulo.
Não quer entrar em comparação de Aidar e JJ, mas, o São Paulo estava se tornando um time de um único dono.
Enfim, não era raro ouvirmos que quem contrata o jogador era a diretoria.
E assim foi nos últimos anos de JJ, à frente do Sâo Paulo:
Em 2012, chegaram/Subiram 18 novos jogadores: Piris ( que se foi no mesmo ano), Douglas, Rhodolfo, Cortês, Fabrício, Jadson, Paulo Miranda, Toloi, Edson Silva, Denilson, Cícero, Osvaldo, Maicon, Cañete, João Filipe, Rodrigo Caio, Henrique Miranda, Rafinha, Ademilson, Luiz Eduardo.
Do elenco de 2012, para 2013, vendemos/trocamos/emprestamos/dispensamos Lucas, Casemiro, Rhodolfo, Wallyson, Luis Eduardo, João Filipe, Juan e Cortes.
Em 2013 chegaram Ganso (veio em 2012, mas realmente começou a jogar esse ano), Aloísio, Negueba (que já se foi), Wallyson (que já foi emprestado), Roni (que já esta emprestado), Renan (goleiro), Lucio ( que já se foi), Roger Carvalho, Caramelo, Clemente Rodrigues, Reinaldo, Lucas Evangelista, Silvinho e Welliton
Aidar e Ataíde Gil Guerreiro também conhecem de futebol. Mas, sabem que para cobrar um técnico é preciso o deixar opinar em contratações de acordo com sua filosofia de jogo e trabalho.
Nosso atual presidente, acompanhou de perto o primeiro título de campeonato brasileiro, em 77, quando seu pai era o presidente, Rubens Minelli era o treinador e Muricy era jogador.
Rubens Minelli e Muricy Ramalho são os únicos técnicos tri-campeões brasileiros em sequencia.
Em uma entrevista feito há alguns anos atrás, quando o São Paulo, conquistou o tri-campeonato, o programa Bem Amigos convidou os 2, e para quem gosta de futebol, história e tática, vale a pena assistir:
https://www.youtube.com/watch?v=GbL5exuSrQY
Certa vez, quando perguntado Certa se o sucesso daquele Inter de 75 e 76, com Falcão, Carpegiani, Batista, entre outros, era parecido com o do Muricy de 2006, 2007 e 2008, Minelli respondeu:
"É a CONTINUIDADE DE UM TRABALHO, de uma FILOSOFIA DE JOGO. É a MANUTENÇÃO DE UMA BASE. Pena que são poucos os dirigentes que entendem isso no futebol. Fiquei três anos montando uma equipe, apurando a condição técnica e tática. NUM TIME MONTADO, QUALQUER REFORÇO SE ENCAIXA. Meu grande mérito foi a equipe ter uma grande OBEDIÊNCIA TÁTICA. Eram ESTRELAS DISCIPLINADAS. A cada ano conseguíamos jogadores melhor qualificados, e, por isso, tivemos o grande aproveitamento em 1976 [84% dos pontos conquistados, o maior campeão da história do Brasileirão›. Além disso, era um grupo raro, de estrelas sem vaidades. Eles compreendiam o que eu queria taticamente e conseguiam desenvolver esse futebol dentro de campo. O MEU CONCEITO SEMPRE FOI QUE O JOGADOR TEM LIBERDADE PARA FAZER O QUE QUER QUANDO TEM A BOLA. MAS, SEM A BOLA VÃO JOGAR COMO EU QUERO."
Além disso Minelli gostava de jogadores altos e polivalentes:
“Sou favorável à POLIVALENCIA. O jogador especialista só seria titular se fosse um jogador fabuloso. Caso contrário, eu o trocaria por alguém que trabalhasse pelo todo”. –
Além de tudo isso, começava a ficar clara a preferência de Minelli POR JOGADORES ALTOS, COM MAIS DE 1,75CM e fortes, com o intuito de facilitar os esquemas de marcação incisiva e a ofensividade em campo.
Tudo isso não depende apenas do técnico. E sim de uma diretoria que tenha o mesmo pensamento.
Como citei acima, se trocamos tantas vezes de elenco, durante a gestão de JJ, o São Paulo manteve a base do time que quase foi rebaixado em 2013. Sim manteve a base, pois aquele time estava em formação. Em um ano, não dá para julgar de um jogador não presta mais para o clube.
Mas, continuamos com Rogério Ceni, Paulo Miranda, Edson Silva, Antonio Carlos, Reinaldo, Denilson, Maicon, Osvaldo, Luis Fabiano, Ganso, Rodrigo Caio e Ademilson.
Em 2014, começamos já reformulando muito, vendendo Aloísio, emprestando Toloí, dispensando Clemente Rodrigues, Fabricio, trocando Jadson.
Temos que dar crédito também pela negociação de Pato. Mas, de resto, foi péssimo.
Enfim, Aidar chegou trazendo Kardec (1,86cm), Kaka (1,85cm), Michel Bastos (1,77cm), Hudson (1,76cm), Thiago Mendes (1,77cm), Bruno (1,75cm), Carlinhos (1,75cm), Wesley (1,79cm).
E todos esses jogadores podem jogar em mais de uma função. Carlinhos já jogou no meio campo, assim como Bruno que já foi volante.
Isso sem contar que compramos em definitivo o Souza (1,86cm).
E não por coincidência, Osvaldo (1,69cm), Pabon (1,67cm), Clemente Rodrigues, Roni, Douglas, Juan, saíram ou foram negociados.
Além disso, nota-se o São Paulo com um time alto, de jogadores atléticos e INTELECTUALMENTE DIFERENCIADOS.
Rogerio Ceni, Ganso, Pato, Kardec, Michel Bastos, Toloi, Carlinhos, Souza, Denilson e Luis Fabiano são jogadores que sentam em qualquer mesa redonda com jornalistas para debater sobre futebol.
Por isso acho que o São Paulo, não tomou um chapéu do Palmeiras não. Apenas ajudou os palmeirenses a tirar o Dudu do Corinthians possível adversário na Libertadores.
Dudu, tem 1,68cm, e mostrou não ser intelectualmente diferenciado.
Weligton Nem, tem 1,65cm.
Não é o perfil que o São Paulo busca hoje.
Sei que muitos vão mencionar Josue, Mineiro, Junior. Mas, por isso tinha que ser compensado com 3 zagueiros altos.
Enfim, parece que depois de anos, o São Paulo tem um planejamento de elenco. Tem um perfil.
Se notarem na base, esse ano temos um time bem mais alto do que o time de Boschilla, Auro e Ewandro.
Isso é filosofia de trabalho. Não há dúvidas de que Boschilla, jamais seria desperdiçado, pois ele é exceção. É jogador diferenciado.
Mas, se tiver dois jogadores com mesmo potencial, é claro que vai optar pelo mais alto.
Quero dizer que sou completamente contra o comissionamento da namorada de Aidar.
Mas, o que JJ fez no São Paulo foi bem pior.
Veja o caso de Lucas Evangelista. Servimos de vitrine apenas, para algum empresário ganhar dinheiro. Na Copa São Paulo que ele jogou foi claro que ele tinha que aparecer. Pois entrava até de lateral esquerdo.
E o caso Roger Carvalho. Não tem 20% para ninguém, e nem para o São Paulo. Assinamos um contrato com um jogador machucado, e quando ele se recuperou, saiu sem custos.
E se tivessem pesquisado o histórico desse jogador, veríamos que ele em 6 anos como profissional jogou perto de 100 partidas, sendo que 86 foram em um mesmo ano, atuando pelo Figueirense.
Em dois anos de Itália, ele jogou 17 partidas.
Ora, isso é mais grave do que os 20% que nunca foram pagos.
E o Cortez? Pagamos por ele, R$8 milhões por 50% de seus direitos. Aliás, ele é do mesmo empresário que Roger Carvalho.
E no ano seguinte, já estávamos trazendo Juan e volta e depois contratamos Clemente Rodrigues. Ora, isso já dá bem mais do que 20% de uma negociação de patrocínio.
Juan e Clemente Rodrigues tinham salários altos, e treinavam separado.
Enfim, o São Paulo com comissão ou não, começa a entrar nos trilhos, e sem duvida vai voltar a ser o clube diferenciado.
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