Retirar candidatura é opção de opositor contra cobertura do Morumb
A eleição para a presidência do São Paulo nesta quarta pode ter apenas o situacionista Carlos Miguel Aidar como candidato. Nas últimas horas, a oposição discutiu intensamente a possibilidade de Kalili Rocha Abdalla desistir da disputa.
O opositor tem chances remotas de vencer e a desistência seria uma estratégia para que não fosse votado, também nesta quarta, o projeto para cobrir o Morumbi. A situação marcou a decisão sobre a cobertura para o mesmo dia da eleição presidencial para evitar um boicote da oposição, igual ao que ocorreu no ano passado.
Para haver votação do projeto da cobertura é necessário um quórum de 75% dos conselheiros. Então, se Kalil desistir da eleição para a presidência, os opositores não precisam aparecer na reunião do Conselho Deliberativo, dificultado que o número mínimo de presentes exigido pelo estatuto seja alcançado.
Mas a estratégia estudada divide opiniões na oposição. Um grupo, formado principalmente por conselheiros mais novos, eleitos no começo do mês, faz questão de aparecer e votar para presidente. Outra ala, com mais conselheiros veteranos, está indignada com o fato de as duas votações acontecerem no mesmo dia e defende a retirada da candidatura de Kalil e o consequente boicote.
Os opositores alegam que não viram todos os contratos sobre o projeto como uma das justificativas para não quererem decidir sobre a cobertura agora. A situação diz que eles viram os papéis pedidos.
Outra justificativa da oposição é de que os conselheiros eleitos recentemente precisam de tempo para estudar o assunto. Por sua vez, a diretoria alega que quem já viu os contratos deveria ter repassado as informações aos novatos.
Por fim, Kalil afirma que não há contrato para ser votado já que a Andrade Gutierrez que seria a parceira do clube desistiu da empreitada alegando desgaste provocado pela briga política. Para os situacionistas é possível votar o modelo de contrato discutido com a construtora, pois ele será referência para um novo acordo.
Se for para o voto, a oposição provavelmente perderá para a presidência e também na questão da cobertura. Isso porque já tinha minoria no Conselho Deliberativo, e elegeu 31 conselheiros contra 49 da situação no pleito entre os sócios.
E o grupo de Kalil ficou mais reduzido nesta semana. Segundo cabos eleitorais do opositor, 12 conselheiros abandonaram a oposição para apoiar Aidar.
Procurado pelo blog, o candidato da situação afirmou que 14 integrantes do grupo político Clube da Fé trocaram Kalil por ele. Aidar, porém, nega que tenha negociado cargo com os novos aliados, como suspeita a oposição.
O abandono virou argumento dos que querem que Kalil mantenha a candidatura. Levar a eleição até o fim deixaria escancarado que houve gente trocando de candidato às vésperas do pleito.
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