Palmeiras quer imitar Corinthians e também entrar na "farra" do dinheiro público
publicado em 17/06/2011 às 06h00: Paulo Amaral, do R7.
Palmeiras quer imitar Corinthians e também
entrar na “farra” do dinheiro público
Presidente do clube vai tentar incentivo fiscal da prefeitura; secretário descarta ajuda
Presidente palmeirense não conseguirá incentivos da prefeitura
A promessa dos políticos de que não haverá dinheiro público na construção ou reforma de estádios para a Copa do Mundo no Brasil não passou de balela e, agora, todo mundo quer entrar na “farra” para participar do evento que mobilizará o país em 2014.
Corregedor: Teixeira não gosta de São Paulo
A possibilidade de a Prefeitura de São Paulo conceder R$ 420 milhões em incentivos fiscais ao Corinthians para a construção do Fielzão, estádio preferido da Fifa para abrigar a partida inaugural do Mundial, poderá causar um efeito cascata no país.
Incentivos ao Fielzão dificilmente serão aprovados
Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras, que também está construindo uma arena capaz de sediar jogos do Mundial no Brasil, conversou com a reportagem do R7 a respeito do assunto, e avisou que são grandes as chances de o clube “copiar” o arquirrival e também pedir dinheiro aos cofres municipais.
- Vamos conversar com a WTorre para ver se há essa possibilidade. Vamos verificar isso, pois o incentivo seria muito bem-vindo, sem sombra de dúvidas.
Orçada em R$ 300 milhões, praticamente um terço do preço previsto para o Fielzão sair do papel, a Arena Palestra Itália também vem sendo trabalhada pelo Palmeiras para “salvar” São Paulo de ser excluída definitivamente da Copa, caso o estádio corintiano mais uma vez fique apenas no papel.
- Houve alguns entraves na prefeitura para aprovarmos nosso projeto. Não foi fácil, mas, quando o estádio estiver pronto, vamos brigar para receber alguns jogos da Copa.
Procurada pela reportagem do R7 para comentar o futuro pedido do Palmeiras, a Prefeitura de São Paulo, através de Marcos Cintra, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, avisou que a pretensão do arquirrival corintiano não dará em nada.
Vereadores pedem mais tempo para analisar projeto
- O objetivo da prefeitura é beneficiar a zona leste, viabilizando um evento que será forte indutor de desenvolvimento e geração de empregos na região. A lei propõe incentivo fiscal exclusivamente para a realização do jogo de abertura da Copa do Mundo 2014 na zona leste, com a construção de um estádio/arena que a Fifa considere apto a receber esse evento de repercussão mundial. Se a abertura não for lá, o incentivo não será dado.
Apesar de o presidente palmeirense afirmar que vai brigar para sediar jogos de Copa, o projeto da Arena Palestra não obedece aos critérios da Fifa para a abertura do Mundial ou jogos das semifinais da competição, que requerem capacidade mínima de 65 mil espectadores.
Projetada para abrigar 40 mil torcedores, a nova casa palmeirense só poderia ser palco de jogos da Copa - e não da seleção brasileira - até as quartas de final do torneio.
Salvação dos paulistas nos cofres públicos
O R7 apurou que o pacote de incentivos fiscais é visto entre os organizadores da Copa em São Paulo como umas das últimas cartadas para a cidade receber a abertura do Mundial, também pleiteada por Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Sem acesso aos R$ 400 milhões prometidos pelo BNDES, pois ainda não firmou contrato com a Odebrecht, construtora responsável pelo Fielzão, o Corinthians precisa correr para provar à Fifa que há como viabilizar o estádio com outros recursos.
...Em maio, o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, deu um ultimato a São Paulo. Disse que a cidade tem até o dia 28 de julho para mostrar garantias de que pode receber a partida inaugural.
O atraso no início das obras já tirou o Fielzão da Copa das Confederações de 2013 e, agora, coloca em risco a participação da cidade no principal evento do futebol mundial, pois o Corinthians ainda não consegue determinar uma data para quando a arena ficará pronta e quanto dinheiro será gasto.
Especialistas envolvidos no projeto estimam que a obra pule dos R$ 350 milhões, previstos inicialmente pelo próprio clube, para mais de R$ 800 milhões como forma de adaptar o estádio às exigências da Fifa para o palco de abertura do Mundial de 2014.
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