Nossa história - A era Tele
A era Telê — 1990 a 1994
Após praticamente duas décadas vitoriosas, alguns apostavam em uma fase descendente do clube, o que pareceu que iria ocorrer em 1990. Logo no Paulista daquele ano o São Paulo foi muito mal, não conseguindo se classificar entre os dezesseis que iriam à segunda fase e que consequentemente ficariam no grupo mais forte no ano seguinte. Restava ao tricolor conseguir uma vitória na repescagem contra o Botafogo de Ribeirão Preto para continuar com pretensões de título. Mas conseguiu apenas um empate e nem a goleada por 6 a 1 sobre o Noroeste na última rodada fez com que o time conseguisse a classificação.
Esse episódio é um dos mais controversos da história do futebol paulista: afinal, teria o São Paulo sido rebaixado em 1990? Para explicar essa passagem, é necessário que sejam explicados também os estaduais anteriores. Em 1988 e 1989 também não houve descenso.E o regulamento do ano de 1990 não previa, seguindo os anteriores, descenso à divisão imediatamente inferior.
“ Para o Campeonato da Primeira Divisão de Futebol Profissional de 1991, o Grupo I será constituído pelas 14 associações classificadas para disputar a quarta fase do Campeonato de 1990 e o Grupo II será constituído pelas dez associações restantes que não se classificaram para a quarta fase e mais quatro advindas da Divisão Especial de 1990. ”
— Parágrafo 1.º do Artigo 5.º do regulamento do Campeonato Paulista de 1990, 41
“ No campeonato da primeira divisão de futebol profissional de 1990, não haverá descenso à divisão especial de futebol profissional. Mas a partir de 1991, ou a cada ano, haverá o descenso de uma associação da Primeira Divisão de Futebol Profissional e o acesso de uma associação da Divisão Especial de Futebol Profissional. ”
— Parágrafo 2.º do Artigo 5.º do regulamento do Campeonato Paulista de 1990, 41
Voltando ao campeonato, o São Paulo, já com Telê Santana, não conseguiu melhorar sua colocação no Paulista de 1990. Mas já no Paulista de 1991 colocou ordem na casa e, valendo-se de jogar contra times menores, conseguiu chegar às finais do campeonato e mais tarde ao título, disputado contra o Corinthians. O grande nome desse campeonato, e que seria por mais algum tempo, foi Raí, que chegou ao clube e, apesar de ser um dos mentores do título de 1989, não era unanimidade. Chegou a ser vaiado e quase foi emprestado. Mas Telê insistiu nele, o que acabou gerando resultados, pois foi Raí que novamente levou o clube a mais um estadual.6 E Telê realmente arrumou o time, pois, após duas finais seguidas que o time perdeu, faturou o título de tricampeão do Brasil em 1991 na terceira.6
A partir daí o mundo era o limite , tanto que em 1992 o clube definiu como primordial a conquista da Taça Libertadores da América de 1992, uma vez que na Libertadores de 1972 o clube ficara a um empate da final, em 1974 perdera a final no jogo-desempate e em 1978, 1982 e 1987 não passara da primeira fase. A taça era prioridade para o clube, mas não para Telê, que considerava a competição desleal. Desse modo, escalou apenas três titulares no jogo de estreia e perdeu para o Criciúma por 3 a 0. Mas a diretoria insistiu e forçou o técnico a priorizar a competição sul-americana, dizendo que desde aquela data ela contaria com exame antidoping, no que foi prontamente atendida. O time foi evoluindo durante a competição. No primeiro jogo da final, em Buenos Aires, o Newell''s Old Boys venceu por 1 a 0. No jogo de volta, uma cena inédita: horas antes do jogo, o Morumbi já não tinha lugar para mais ninguém, com 105.185 mil pessoas dentro do estádio e mais 15 mil do lado de fora — mas a torcida continuava chegando. As vias de acesso ao estádio ficaram entupidas. E, empurrado por um estádio apinhado, finalmente o título da Libertadores veio, nos pênaltis, depois de vitória por 1 a 0 no tempo normal. A torcida invadiu o gramado para comemorar em uma festa que a cidade de São Paulo jamais havia visto.
Com esse título, o clube partiu para um compromisso ainda maior: enfrentar o Barcelona de Johan Cruijff — considerado o melhor Barcelona de todos os tempos —, com craques do nível de Koeman, Stoichkov e Laudrup pelo Mundial Interclubes. Antes, em agosto, o clube já havia enfrentado o mesmo Barcelona e conquistado uma vitória por 4 a 1, pelo Troféu Teresa Herrera. No jogo do mundial, o Barcelona saiu na frente, mas dois gols de Raí viraram o jogo e deram o título ao time de Telê Santana. O São Paulo era enfim o melhor time do mundo. Na volta, o São Paulo fez mais uma vítima, na segunda partida da final do Paulista de 1992: o Palmeiras, que amargava uma fila de 16 anos.
“ O São Paulo foi impecável a partida inteira. Venceu com toda justiça. ”
— Johan Cruijff, técnico do Barcelona após derrota para o São Paulo pelo Mundial Interclubes de 1992,
“ Se é pra ser atropelado, melhor que seja por uma Ferrari. ”
— Johan Cruijff
Após o São Paulo chegar ao topo do mundo, era preciso manter-se nele. Para tal, novamente foi dada prioridade máxima à Libertadores de 1993, dessa vez com um facilitador: como havia sido campeão em 1992, o time já entraria na fase de mata-matas. A equipe estava muito bem preparada, com a parte técnica e tática no auge e pronta para enfrentar um ano em que o time realizaria 97 partidas
O São Paulo passou mais facilmente por seus adversários em relação ao ano anterior e chegou às finais contra a Universidad Católica, do Chile. O time aplicou no primeiro jogo, no Morumbi, uma sonora goleada por 5 a 1 e praticamente colocou a mão na taça. O segundo jogo, vencido pelo clube chileno por 2 a 0, não tirou o brilho da conquista em que foi aplicada a maior goleada em finais do certame de toda a história. Esse foi o último campeonato de Raí, que iria para a França desfilar seu futebol.
Por pouco o São Paulo não repetiu a dobradinha Libertadores/Paulista. O clube ficou fora das finais contra o Palmeiras por conta de um revés para o Corinthians, em que Neto marcou um gol em claro impedimento e um gol legítimo de Palhinha foi anulado.7 Pela Recopa Sul-Americana, o clube conseguiu seu primeiro título, em cima do Cruzeiro, nas penalidades, e dois meses depois conquistou a Supercopa, em cima do Flamengo.
O São Paulo chegou enfim ao jogo do Mundial Interclubes, dessa vez contra o Milan de Fabio Capello, único campeão italiano invicto da história. O jogo era esperado com muita ansiedade, pois especialistas colocavam as duas equipes como as melhores do mundo à época.O Milan partiu para cima do São Paulo, sufocando o time e criando as melhores condições de abrir o placar, mas o tricolor é que marcou o primeiro gol. Os italianos empataram no segundo tempo em uma cobrança de escanteio, mas onze minutos depois o São Paulo desempatou novamente. Eis que o Milan conseguiu, aos 36 minutos, novo gol de empate. Tudo levava a crer que haveria prorrogação, e o time brasileiro talvez não tivesse fôlego para tal por conta das quase cem partidas no ano. Mas Müller estava com muita sorte: em um lançamento mal feito por Toninho Cerezo, a bola rebateu no goleiro do time italiano, bateu no calcanhar do atacante tricolor e entrou de mansinho no gol: 3 a 2. Nos contra-ataques o São Paulo faturou seu segundo título mundial.
“ No ano passado, o supertime era o Barcelona, mas viemos a Tóquio e ganhamos deles. Este ano, o supertime era o Milan. E também vencemos. Então eu pergunto: se eles são supertimes, o que é o São Paulo, afinal? Gostaria que me respondessem… ”
— Ronaldão
O São Paulo chegou novamente às finais da Libertadores em 1994, mas não foi possível levar o tricampeonato. Na verdade, boa parte do ano de 1994 foi infeliz: com exceçoes foram a Recopa Sul-Americana, vencida contra o Botafogo e a Copa Conmebol. Precisamente, a surpresa do clube nesse ano foi o chamado "Expressinho" , o time de juniores e reservas do clube que disputava as partidas e torneios amistosos quando o time titular não estava disponível. Mas esse time, que tinha entre seus titulares jovens promessas, como Rogério Ceni, Juninho Paulista e Denílson, foi designado para jogar, entre outros campeonatos, a Copa Conmebol (competição precursora da atual Copa Sul-Americana), e trouxe o título, ganho em cima do Peñarol, que incluiu uma goleada por 6 a 1 no primeiro jogo da final.
Telê Santana ficou por cinco anos no São Paulo. Nesse período venceu todas as competições possíveis de ser vencidas por um clube paulista (exceto a Copa do Brasil): Campeonato Paulista, Brasileiro, Libertadores, Copa Conmebol, Supercopa da Libertadores, Recopa da Libertadores e Mundial Interclubes, além dos torneios Ramón de Carranza e Teresa Herrera.
Em 1993 decidiu-se organizar e mostrar as conquistas do clube. Para isso foram necessários dez meses de planejamento para, em 1994, ser inaugurado o Memorial Luiz Cássio dos Santos Werneck.O nome é homenagem a Luiz Cássio dos Santos Werneck, fiel escudeiro de Cícero Pompeu de Toledo durante toda a construção do Estádio do Morumbi.6 Até então, não havia um cuidado muito grande com a história do clube, e o Tricolor Paulista foi o precursor nesse tipo de empreendimento.
O memorial foi montado para que, além de mostrar as conquistas dos gramados, também pudesse exibir conquistas fora deles. Além disso, preocupa-se em mostrar pontos importantes da história não só para o clube, mas para todo o esporte. Encontram-se no memorial, por exemplo, os troféus já conquistados na história do clube, objetos pessoais de Éder Jofre, Leônidas da Silva e Adhemar Ferreira da Silva, retratos de jogadores e ídolos, a história do Estádio do Morumbi e as conquistas de todas as modalidades já praticadas no clube
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