Lobby por volta de Muricy e Autuori começa no Morumbi…
"O resultado me agradou, a atuação me envergonhou."
Assim, direto.
Foi como o quase sempre político João Paulo de Jesus Lopes resumiu o que viu.
Estava envergonhado com a apresentação do São Paulo contra o The Strongest.
A vitória suada, arrancada a fórceps, de virada, não o emocionou.
O vice de futebol não conseguiu se controlar e mostrou seu desapontamento.
A crítica feita nos microfones da rádio tinha um endereço certo: Ney Franco.
O treinador que está insistindo em manter Paulo Henrique Ganso no banco.
A maior contratação da história do futebol entre clubes brasileiros.
Foram gastos R$ 23,9 milhões.
Chegou com o status de meia que brilharia na Seleção.
Juvenal Juvêncio apostava ter contratado o meia da Copa de 2014.
E por uma pechincha.
Só que o meia chegou muito mal no Morumbi.
Fisicamente estava bem e só precisava de mais tempo de recuperação.
Antecipou sua volta depois de uma artroscopia.
Só para jogar a semifinal da Libertadores pelo Santos contra o Corinthians.
O time foi eliminado.
Ganso andou em campo.
Chegou inseguro, travado na Seleção Brasileira que disputou a Olimpíada.
Acabou esquecido na reserva.
Sua presença foi um desperdício.
Chegou em baixa no Santos.
E forçou de todas as maneiras sua saída.
Falou com Ney Franco e quis jogar alguns minutos ainda no final de 2012.
Foi mal.
A expectativa era que voltaria bem melhor depois das férias.
Não foi o que aconteceu.
Mesmo assim, a diretoria esperava que Ney Franco o deixasse no time.
Só que havia muita coisa em jogo.
Principalmente a pré-Libertadores.
E o treinador tirou o meia do time.
Alegou que fisicamente estava abaixo dos demais.
Na verdade, a equipe se mostrava muito mais forte com Jadson.
E Aloísio e Oswaldo na frente, nas pontas.
Os dois para servir Luís Fabiano.
Não havia com quem mexer.
O desconforto entre o técnico e a direção do clube só cresce.
Mesmo pressionado para colocar Ganso, ele o segura.
Das 12 partidas do São Paulo no ano, o meia atuou 11 vezes.
Mas oito vindo do banco de reservas.
Foi o que aconteceu ontem.
O São Paulo padecia diante do Strongest.
O time boliviano estava muito bem organizado.
A distribuição dos seus jogadores evitava a pressão do São Paulo.
E ainda conseguia espaço para contragolpes perigosos.
Os dirigentes se irritavam com o que viam.
O time muito mal.
A torcida tensa.
O auge da raiva foi quando os bolivianos marcaram seu gol.
Como o São Paulo havia perdido para o Atlético, nova derrota ontem seria um desastre.
Mesmo o empate.
No final do primeiro tempo, veio o 1 a 1, com Oswaldo.
Ganso e Canete entraram no segundo tempo, no lugar de Aloísio e Denílson.
O time continuou mal, mas mostrava muita raça.
Em uma jogada de talento, o meia argentino deixou Ganso livre.
Ele foi ainda melhor rolando a bola para Luís Fabiano empurrar para as redes.
O gol foi comemorado por raiva por vários dirigentes.
Vários querem Ganso desde o início.
E criticam Ney Franco por não dar ritmo ao meia.
O que João Paulo deixou escapar foi apenas a ponta do iceberg.
Há um grande descontentamento com Ney Franco.
O São Paulo está mal na competição que todos querem vencer em 2013.
É a prioridade do ano no Morumbi.
Há uma grande pressão por Paulo Henrique Ganso.
Ney Franco só o colocou para começar três partidas.
Todas elas no Campeonato Paulista.
O treinador ficou tenso quando soube da 'vergonha' do diretor de futebol.
E deu o troco.
A resposta foi uma agulhada.
Confirmou ter pedido para que o jogo no Pacaembu fosse contra o Arsenal e não contra o Atlético.
E disse que conversou com o diretor Adalberto Baptista.
"É ele quem resolve os problemas do futebol."
Desvalorizou João Paulo de Jesus diante de toda a imprensa.
Na verdade, essa postura só aguça ainda mais o vice.
Embora não confirme publicamente, não há entusiasmo pelo trabalho de Ney Franco.
Tudo ficar pior diante de duas situações.
Paulo Autuori, campeão mundial pelo São Paulo, desempregado.
E Muricy Ramalho desgastado no Santos.
Esse braço de ferro entre Ney Franco e João Paulo pode ter consequências.
E estourar para o lado mais fraco.
O treinador não vai ceder.
Não colocará Ganso como titular em jogos importantes.
Não até que tenha certeza que será benéfico ao time.
Por enquanto só na reserva.
Pouco importa se o clube pagou R$ 23,9 milhões por ele.
Enquanto fizer isso, o lobby por Autuori e Muricy cresce.
Os próximos jogos do São Paulo serão mais importantes...
Muito mais do que Ney Franco possa avaliar.
Ele mexeu em um vespeiro ao tentar desvalorizar João Paulo...
http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/ney-franco-compra-briga-com-vice-de-futebol-que-se-envergonhou-com-o-futebol-do-sao-paulo-ganso-e-reserva-para-o-tecnico-e-ponto-final-lobby-por-volta-de-muricy-e-autuori-comeca-no-morumbi-01032013/?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+spfcradar3+%28SPFC+Radar+3%29
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