Provável funcionamento do novo programa de ST do spfc (com fonte)
Caros tricolores,
O jornalista Mauro Cezar Pereira, em seu blog na espn, descreveu a idéia de funcionamento do programa de sócio torcedor que a Ambev tenta implantar com vários times ( entre eles, acredito que o são Paulo). Achei bastante interessante e chamativo para tricolores espalhados por todo o Brasil. Entendam como o spfc pretende aumentar para 100.000 o número de sócios:
"Assim como outros jornalistas, no ano passado fui procurado por executivos da Ambev. Queriam minha opinião sobre um projeto idealizado com o objetivo de melhorar o nível do futebol jogado no Brasil. Claro que uma ação desse tipo não é caridade, e nem deve ser, mas sim uma parceria que procure ser saudável, profissional e traga resultados favoráveis a todos os envolvidos.
A ideia é simples de entender. A pessoa se transforma em sócio-torcedor do clube de coração e paga uma mensalidade. Esse valor pode ser, digamos, recuperado. Como? Em descontos nas compras feitas no dia-a-dia. Assim, o torcedor, a mulher, os filhos, quem for ao supermecado pode informar o CPF dele ao efetuar o pagamento e economizar alguns reais.
Para o projeto dar certo mais empresas teriam que aderir, de maneira que os bônus possam ser maiores, até que o torcedor pagante de, por exemplo, R$ 30 mensais, consiga um máximo de R$ 30 em descontos no mesmo período. A Ambev terá ao lado, nesse primeiro momento, Unilever, Bradesco, Seara, Pepsico, Netshoes e Burger King. A parceira engloba mais de 30 clubes do país.
Assim, será lançado na segunda-feira, em São Paulo, o "Movimento por um Futebol Melhor", como foi batizado. Ele deve, por exemplo, ampliar ainda mais a vendagem da cerveja Brahma, o que deixaria o pessoal a Companhia de Bebidas das Américas exultante. O mesmo vale para os executivos das demais companhias envolvidas. E para os clubes, que poderão arrecadar muito mais com os sócios-torcedores, independentemente de onde eles morem.
O grande diferencial é o apelo para quem torce por um time de uma cidade ou Estado e mora em outro. Um vascaíno que vive em Manaus irá colaborar com o clube mesmo com a sede a 4 mil quilômetros. E vai recuperar o dinheiro investido, que poderá, naturalmente, ser maior do que os R$ 30 do exemplo acima. Se ele não tinha motivação para se associar, afinal, raramente tem chances de ver o time no estádio, com a união entre clube e essas empresas, o cenário muda completamente.
Claro que isso vale para colorados do Paraná, cruzeirenses do Rio de Janeiro, botafoguenses de Roraima, gremistas do Mato Grosso do Sul, corintianos do Acre, são-paulinos de Sergipe, rubro-negros da Paraíba, tricolores cariocas que moram no Pará, santistas de Goiás, atleticanos do Rio Grande do Sul, palmeirenses do Piauí, etc. De fato interessante.
Mas nada é perfeito, especialmente no futebol brasileiro que sempre foi comandando por pessoas na maioria das vezes pouco qualificadas para tal. As eternas dívidas e a fragilidade financeira da maioria massacrante das agremiações não nos deixa dúvidas quanto a isso. Assim, quando o pessoal da Ambev me perguntou o que achava da ideia pedindo o chamado "feedback", respondi:
"É preciso que o projeto force os cartolas a investirem o dinheiro arrecadado nos times de futebol, caso contrário, eles não se reforçarão e o torcedor desistirá de colaborar, mesmo com descontos, pois não verão vantagem alguma. Para que alguém vai adiantar um dinheiro ao clube e recuperar aos poucos, centavo a centavo, se quando liga a televisão ou vai ao estádio não vê melhora alguma?"
E você, o que acha da ideia? "
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